A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (2), a interdição cautelar da água mineral sem gás da marca Vitoriosa.
Laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (CRF/RJ) detectou resultado insatisfatório no ensaio microbiológico, com detecção de coliformes totais em 250ml do produto.
O produto não deve ser consumido ou comercializado até que seja comprovada a sua segurança.
O produto é fabricado pela GEPF Agroindústria Ltda, localizada em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), com o número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ): 08.144.303/0001-90.
A Resolução 3.441/2026 que determina a interdição cautelar foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira.
Proteção da saúde
A agência reguladora esclarece que a medida preventiva e temporária tem o objetivo de proteger a saúde da população e permanecerá vigente enquanto são realizados novos testes, provas, análises ou outras providências requeridas para a investigação e a conclusão do caso.
A Agência Brasil entrou em contato com a GEPF Agroindústria Ltda. e aguarda posicionamento da empresa.
Dados da Anvisa mostram que, entre janeiro e julho de 2026, foram registradas 14 interdições de água mineral por contaminação microbiológica, um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o último boletim da agência — o que aponta fragilidades crescentes nos sistemas de controle de pequenos engarrafadores. A coleta de amostras pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também identificou coliformes em 12% das marcas analisadas no Sudeste, reforçando a importância de revisões periódicas e investimentos em saneamento nas áreas rurais de abastecimento.
Do ponto de vista socioeconômico, a GEPF Agroindústria emprega cerca de 120 trabalhadores em Engenheiro Paulo de Frontin (população estimada de 18 mil habitantes), e a interdição cautelar pode gerar impacto de R$ 1,2 milhão em faturamento perdido neste trimestre, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais. O episódio sinaliza riscos para cadeias de distribuição regionais e deve impulsionar a adoção de tecnologias de monitoramento online para controle de qualidade em tempo real.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
