Reportagem publicada nesta quarta-feira (23) pela revista piauí revelou que o candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, viajou em janeiro de 2025 em um jato executivo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado nas fraudes relacionadas ao Banco Master. O voo ocorreu entre Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Brasília.
De acordo com a matéria, a viagem de Flávio foi feita em família, com a mulher Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal. Entre os passageiros estava o advogado e empresário Willer Tomaz, que é amigo do presidenciável. Willer é investigado no esquema de desvios bilionários do INSS.
Após a divulgação da reportagem, Flávio Bolsonaro comentou o caso em uma publicação nas redes sociais, em tom de ironia.
“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu.
O jato citado pela revista é um Legacy 650 operado pela empresa Prime You, que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios. De acordo com a reportagem, trata-se da mesma aeronave utilizada posteriormente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A revista piauí relata ainda que a viagem ocorreu durante negociações para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, após retornar ao Brasil, Flávio Bolsonaro teria cobrado interlocutores para acelerar a liberação dos recursos prometidos ao projeto.
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Dados do Tribunal de Contas da União divulgados em agosto de 2026 apontam que, desde 2022, mais de R$ 350 milhões em incentivos públicos ao setor audiovisual aguardam liberação, ao passo que investigações identificaram 44 políticos sob suspeita de uso irregular de voos fretados, evidenciando um padrão de favorecimento privado que extrapola o episódio do jato Legacy 650.
Em paralelo, pesquisa Datafolha de junho de 2026 mostra que 67 % dos eleitores consideram a aceitação de viagens em aeronaves de terceiros como um fator de desgaste reputacional e risco ético, enquanto o segmento audiovisual, responsável por 300 mil empregos diretos em 2025, se vê ameaçado por atrasos na liberação de recursos e potencial desaceleração econômica.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
