Henrique Marques leva ouro, o 2º do Brasil em Grand Prix de taekwond


O atleta brasileiro de taekwondo Henrique Marques, de 22 anos, garantiu a segunda medalha de ouro do Brasil na terceira etapa do Grand Prix Series 2026, em Paris (França), com uma emocionante vitória de virada na final contra uzbeque Jasurbek Jaysunov. Além do topo do pódio no último dia de competições, Marques somou 60 pontos no ranking da Federação Internacional de Taekwondo. Atual terceiro colocado, ele deve subir duas posições e reassumir a liderança na próxima atualização da lista. O primeiro ouro do Brasil em Paris foi obtido pela paulista Maria Clara Pacheco, número 1 do mundo nos 57 kg.

Atual campeão mundial na categoria até 80 quilos, Marques perdia o primeiro round por 9 a 2 após sequência de chutes no capacete. A partir daí reagiu de forma implacável até diminuir a desvantagem para 9 a 8. Nos segundos finais, o adversário levou uma punição e Marques ganhou de virada 10 a 9. No round seguinte, o brasileiro foi dominante, fechou na frente por 4 a 2, garantindo o topo do pódio por 2 rounds a 0. 

Nascido em Itaboraí (RJ), Marques já havia subido ao pódio nas etapas anteriores do Grand Prix. Em Roma (Itália), em junho, faturou a prata e três meses depois foi bronze em Muju (Coreia do Sul).

Para chegar à disputa final dos 80kg em Paris, Marques emplacou três vitórias seguidas. Derrotou na estreia o croata Oscar Kovacic, por 4 a 2 e depois, nas quartas de final, levou a melhor sobre o iraniano Amir Sina Bakhtiati, por 2 rounds a 0. Na semifinal, o brasileiro despachou o norte-americano Victor Rodrigues, também por 2 rounds a 0, assegurando presença na final.

Henrique Marques volta a competir nas finais do Grand Prix, em Astana (Cazaquistão), nos dias 28 e 29 de novembro.

O taekwondo brasileiro soma quatro medalhas olímpicas, todas de bronze: Natália Falavigna em Atenas 2004 e Pequim 2008, Maicon Siqueira na Rio 2016 e Edival Pontes em Tóquio 2020. A ascensão de Henrique Marques nos 80 kg ganha peso estratégico porque mantém o país competitivo em uma categoria historicamente dominada por asiáticos e europeus, além de ampliar a perspectiva de romper o teto olímpico da modalidade brasileira em Los Angeles 2028.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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