A seleção brasileira feminina de futebol realiza, no início da noite desta segunda-feira (12), o único treino na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE), palco do amistoso de terça-feira (13) diante da Argentina, às 20h30 (horário de Brasília). A delegação chegou em Recife no último domingo (11).
As brasileiras estavam em Porto Alegre, onde realizaram um primeiro amistoso contra as hermanas. No sábado (10), a equipe comandada por Arthur Elias venceu as rivais por 3 a 1 no estádio Beira-Rio. As atacantes Luany e Geyse e a volante Angelina marcaram para o Brasil e a meia Maricel Pereyra descontou para as argentinas.
Em relação às convocadas para os dois jogos, são dois desfalques certos. Devido a uma fratura nasal sofrida no Beira-Rio, Angelina teve de ser cortada da seleção brasileira, assim como Bruninha. A lateral, que foi a campo no segundo tempo, rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito e terá de passar por cirurgia.
A zagueira Tarciane e as atacantes Kerolin e Bia Zaneratto, além do próprio Arthur, cumpriram suspensão no jogo passado e estão à disposição para o duelo de terça. Eles foram expulsos na derrota por 1 a 0 para os Estados Unidos, no último dia 9 de junho, na Arena Castelão, em Fortaleza.
A expectativa é que o treinador promova mudanças significativas na equipe, dando oportunidade a atletas não aproveitadas ou que tiveram poucos minutos no último sábado. Uma possível formação terá Yanne (Carlinha ou Thaís Lima); Tamara Bolt (Isabela), Tarciane (Tayla), Carol Gil e Raíssa Bahia; Duda Sampaio, Kaylane e Clarinha (Jaqueline); Kerolin, Bia Zaneratto (Jhonson) e Marília (Gio Garbelini).
O confronto também evidencia a assimetria histórica sul-americana: o Brasil conquistou nove das dez edições da Copa América Feminina disputadas até 2025, enquanto a Argentina levantou o troféu apenas em 2006. A premiação de US$ 1,5 milhão paga pela Conmebol à campeã continental em 2025 sinaliza a crescente dimensão econômica do futebol feminino, mas a distribuição desse investimento entre seleções e ligas nacionais ainda é decisiva para reduzir a distância competitiva regional.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
