Estaleiro no RS começa a construir navios encomendados pela Transpetro


O Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, deu início à construção do primeiro de quatro navios do tipo Handymax contratados pela Transpetro (subsidiária de logística da Petrobras), no âmbito do Programa Mar Aberto. A iniciativa é voltada à renovação e ampliação da frota própria do Sistema Petrobras.

Nesta quinta-feira (15), foi realizada a cerimônia de batimento de quilha, a “espinha dorsal” por onde a construção de um navio é iniciada. O ato de batimento é uma tradição secular considerada símbolo de proteção e boa sorte para a embarcação e seus tripulantes.

“A construção desses navios representa um marco na retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria. O projeto reforça a estratégia da companhia de ampliar sua capacidade operacional para atender às demandas do mercado e acompanhar a expansão da produção de petróleo no país”, destacou o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares.

As embarcações vão transportar produtos claros derivados de petróleo, como diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação. No total, a Ecovix construirá 13 navios para a Transpetro nos próximos anos, sendo quatro Handymax; além de cinco navios-tanque do tipo pressurizado para o transporte de GLP e derivados; e quatro navios de médio porte da classe MR1 (Medium Range).

A expectativa é que sejam gerados até 5 mil empregos diretos e indiretos com os trabalhos nas diferentes embarcações.

O reforço da frota ocorre em um ciclo de expansão da oferta nacional: o Plano Estratégico 2025-2029 da Petrobras projeta produção de 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2029, ante 2,7 milhões em 2024. Nesse cenário, navios próprios ampliam a previsibilidade logística entre refinarias, terminais e mercados consumidores, reduzindo a exposição a oscilações no frete internacional.

O efeito também alcança a cadeia de abastecimento: as vendas de diesel B no Brasil somaram cerca de 67 bilhões de litros em 2024, segundo dados da ANP. Como o modal rodoviário responde pela maior parte da movimentação de cargas no país, a eficiência no transporte marítimo de derivados pode influenciar custos de distribuição em setores como agricultura, indústria e transporte de mercadorias.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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