Anvisa suspende propaganda enganosa de suplementos alimentares


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a propaganda dos suplementos alimentares em gotas Glifit e Glicofit, fabricados pela empresa Vita Nutriom Saúde & Bem Estar Ltda. A decisão foi publicada na Resolução-RE nº4224, de 26 de outubro de 2026.

Em nota, a agência reguladora informou que as propagandas dos produtos veiculadas na internet apresentam indicações terapêuticas, alegações funcionais e de saúde “não aprovadas e enganosas”. 

Entre as alegações citadas pela agência estão “O autêntico regulador de glicose”; “Controle rápido dos níveis de açúcar no sangue”; “Melhora a sensibilidade à insulina”; “Mantém o pâncreas limpo e funcional” e “Eliminando os picos de glicose”. 

“Quem faz publicidade enganosa comete infração sanitária e pratica crime previsto no Código de Defesa do Consumidor”, alertou a Anvisa.

O comunicado destaca ainda que a legislação sanitária brasileira proíbe que suplementos alimentares façam alegações como:

  • perda de peso (emagrecimento);
  • aumento do foco e da concentração;
  • aumento da imunidade
  • melhora no desempenho sexual;
  • melhora de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual ou à menopausa;
  • tratamento para doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson; para transtorno do espectro autista; para câncer; e para fibromialgia, entre outros.

O problema ganha dimensão de saúde pública porque o diabetes atingia 830 milhões de adultos no mundo em 2022, mais que o dobro do registrado em 1990, segundo estimativa divulgada pela OMS e pela revista The Lancet em 2024. Promessas de “controle rápido” podem induzir consumidores a trocar acompanhamento médico, alimentação adequada e medicamentos prescritos por soluções sem comprovação terapêutica.

No marco sanitário brasileiro, suplementos destinam-se a complementar a alimentação, não a prevenir, tratar ou curar doenças. Alegações sobre glicemia, pâncreas e sensibilidade à insulina exigem evidência científica e autorização regulatória específica; sem esses requisitos, a publicidade amplia o risco de desinformação em um mercado diretamente associado a doenças crônicas de alta prevalência.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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