O rapper, DJ e produtor norte-americano Afrika Bambaataa faleceu aos 68 anos, na madrugada desta quinta-feira (9), em um hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, devido a complicações de um câncer, conforme informações do site TMZ.
Considerado um dos fundadores do hip-hop, Bambaataa deixa um legado que atravessa décadas, conectando a cultura negra periférica em escala global. Sua morte gerou forte comoção entre artistas e agentes culturais. Em publicação oficial, a equipe do artista destacou sua dimensão humana e política, enfatizando que sua obra foi uma mensagem de paz, amor, união e diversão.
A Universal Zulu Nation, organização criada por Bambaataa, foi uma das bases estruturantes do hip-hop, promovendo valores como paz, união e respeito entre jovens das periferias. No Brasil, sua influência é profunda, sendo reconhecida por artistas como DJ Marlboro, que destacou ‘Planet Rock’ como uma das principais referências para o surgimento do funk carioca.
Bambaataa esteve diversas vezes no Brasil, incluindo uma apresentação no Rock in Rio em 2011 e participações em programas de televisão. Para o rapper GOG, a morte de Bambaataa representa uma perda histórica, destacando seu papel de mestre de consciência dentro do movimento.
O jornalista e ativista Eduardo Nascimento ressaltou o papel transformador do artista, destacando sua liderança e contribuição para a transformação cultural. Já o jornalista e antropólogo Spensy Pimentel afirmou que a influência de Bambaataa no hip-hop global é artística, filosófica e política, mencionando também as acusações de abuso sexual que surgiram nos últimos anos, manchando seu legado.
