Arrecadação federal atinge recorde e governo central registra superávit em janeiro

Com arrecadação recorde, o Governo Central – composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro deste ano, comparado ao resultado positivo de R$ 85,1 bilhões em janeiro de 2025. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Tesouro Nacional.

Apesar do aumento nominal no superávit, em termos reais, descontada a inflação, houve uma redução de 2,2% no resultado positivo. Segundo o Tesouro, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 107,5 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 20,6 bilhões.

O resultado de janeiro superou as expectativas das instituições financeiras. De acordo com a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada mensalmente pelo Ministério da Fazenda, analistas de mercado esperavam um resultado positivo de R$ 84,7 bilhões no mês.

Nos 12 meses até janeiro de 2026, o resultado primário do Governo Central apresentou um déficit de R$ 62,7 bilhões, equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta fiscal estabelecida para 2026 prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, excluindo o pagamento de precatórios e despesas autorizadas fora do arcabouço fiscal.

Entre os destaques para o crescimento das receitas no mês passado, estão aumentos significativos na arrecadação com imposto de renda, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outras receitas administradas pela Receita Federal. Entretanto, houve uma queda na arrecadação com exploração de recursos naturais e Imposto de Importação.

Pelo lado das despesas, os principais aumentos foram registrados em benefícios previdenciários e com pessoal e encargos sociais. Em contrapartida, houve uma redução nas despesas com abono e seguro-desemprego, além de uma diminuição nas despesas obrigatórias com controle de fluxo.

Fonte: Agência Brasil

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