Beija-Flor de Nilópolis inova com impressora 3D no carnaval

A Beija-Flor de Nilópolis introduziu uma inovação na Cidade do Samba, utilizando uma das maiores impressoras 3D do Brasil para produzir peças de alegorias e fantasias. Este sistema representa 10% do que a escola apresentará no Sambódromo com o enredo Bembé.

O objetivo da escola é aumentar gradualmente a produção nos próximos carnavais. Além de reduzir custos, o projeto proporciona mais rapidez na execução das peças e menor impacto ambiental.

Financiado pelo presidente Almir Reis, o laboratório de indústria 4.0 foi idealizado pelo engenheiro mecânico Luiz Lolli. A utilização da impressora de grande porte é inédita no carnaval brasileiro, permitindo a produção de peças cenográficas e adereços com precisão industrial.

A tecnologia utilizada é a FDM, onde filamentos de plástico são derretidos e depositados camada por camada. O laboratório da Beija-Flor utiliza o ABS, um plástico resistente, leve e reciclável, que permite um alto nível de detalhamento.

Outra vantagem é a rapidez do sistema, com uma peça de 1,10 metro de altura sendo produzida em cerca de 24 horas, tempo significativamente menor que os métodos tradicionais.

Para o presidente Almir Reis, o projeto representa o futuro do carnaval, garantindo ganhos diretos de custo e eficiência. O artista Kennedy Prata destacou que a tecnologia permite que artistas se concentrem em peças maiores e mais autorais.

A escola também destacou o avanço ambiental do modelo. O processo de impressão 3D permite desperdício mínimo e as peças impressas em ABS podem ser recicladas, criando um sistema de economia circular.

Segundo o carnavalesco João Vitor Araújo, a tecnologia impacta diretamente a qualidade do desfile, com peças mais leves e acabamentos precisos, garantindo que a estética do projeto digital chegue à avenida sem distorções.

Fonte: Agência Brasil