Biblioteca Nacional amplia categorias de prêmio literário

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), ligada ao Ministério da Cultura, anunciou a criação da 13ª categoria do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, que ocorre anualmente desde 1994. O novo prêmio, batizado de Prêmio João do Rio, será dedicado às crônicas e já estará em vigor a partir deste ano. Sob a liderança do presidente da FBN, Marco Lucchesi, a agenda dos prêmios literários foi ampliada com quatro novas categorias.

A primeira categoria introduzida foi Histórias de Tradição Oral, conhecida como Prêmio Akuli. Segundo Lucchesi, o objetivo é reconhecer a rica produção de histórias orais que percorrem o país, especialmente em comunidades quilombolas, aldeias indígenas e regiões ribeirinhas. A segunda nova categoria é o Prêmio de Ilustração, ou Prêmio Carybé, que visa destacar a importância do projeto gráfico dos livros.

O Prêmio Histórias em Quadrinhos, chamado Prêmio Adolfo Aizen, é outra novidade, refletindo a riqueza do acervo da FBN, que possui a maior coleção de quadrinhos da América Latina. A quarta categoria, o Prêmio João do Rio, foca nas crônicas, uma forma literária essencial para o modernismo brasileiro. Lucchesi destacou a importância de reconhecer a crônica como um elemento essencial dos prêmios literários.

João do Rio, pseudônimo de Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, foi um renomado cronista, escritor e jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1881. Ele é lembrado por suas obras que capturaram o cotidiano das ruas e a vida das classes populares, além de ter sido um pioneiro da crônica social moderna. Em 1910, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras.

Com a inclusão do Prêmio João do Rio, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional agora abrange 13 categorias, cada uma premiando o vencedor com R$ 30 mil. A premiação visa reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no Brasil, sendo uma das mais conceituadas do país. As inscrições para o Prêmio de 2026 deverão ser abertas no primeiro semestre deste ano, com resultados previstos entre outubro e novembro.

Veronica Lessa, coordenadora do Centro de Cooperação e Difusão da FBN, destacou que a criação das novas categorias representa uma reparação histórica. Ela ressaltou que todos os inscritos devem estar em conformidade com o Depósito Legal, que assegura a preservação da produção intelectual brasileira. O Depósito Legal exige o envio de um exemplar de todas as publicações nacionais para a Biblioteca Nacional.

Fonte: Agência Brasil

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