Em mais um dia de euforia no mercado financeiro brasileiro, o Ibovespa, principal índice da B3, renovou sua máxima histórica nesta sexta-feira, encostando nos 179 mil pontos e fechando aos 178.858 pontos, com alta de 1,86%[5]. O indicador chegou a subir 2,38% durante o pregão, superando os 180 mil pontos às 17h31, mas desacelerou na reta final com investidores realizando lucros e vendendo ações para embolsar os ganhos acumulados[5][11].
Essa foi a quarta máxima consecutiva do índice, que registrou a melhor semana desde abril de 2020, com valorização de 8,53% – superada apenas pela alta de 11,71% na semana encerrada em 9 de abril daquele ano, quando o mercado se recuperava das quedas provocadas pelo início da pandemia de covid-19[5][11]. O otimismo foi impulsionado por um forte fluxo de capitais estrangeiros, com entrada líquida de R$ 12,35 bilhões na B3 só até 21 de janeiro, quase metade do saldo positivo de R$ 25,5 bilhões acumulado em todo o ano de 2025[5].
No câmbio, o dólar comercial teve dia estável, fechando vendido a R$ 5,287, com leve alta de 0,05%, mantendo-se abaixo de R$ 5,30. A cotação encostou em R$ 5,30 no fim da manhã, atraída por compras de investidores aproveitando o preço baixo, mas estabilizou com a chegada de mais capitais externos. Na semana, a moeda americana caiu 1,61%, acumulando desvalorização de 3,68% no ano, nos menores níveis desde a primeira quinzena de novembro.
O cenário favorece emergentes como o Brasil em meio a uma fuga de capitais dos Estados Unidos, com dados americanos recentes – como o índice de gerentes de compras (PMI) em 52,8 e o de confiança do consumidor em 56,4 – sinalizando expansão moderada e calibrando expectativas sobre juros por lá. Aqui, os juros altos, com a Selic em 15% ao ano – o maior patamar em quase duas décadas –, atraem investidores estrangeiros em busca da diferença de taxas ante economias avançadas. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para discutir o futuro da taxa básica.
Entre os destaques do dia, ações de blue chips como Petrobras, que subiu mais de 4% puxada pelo avanço do petróleo no exterior, lideraram os ganhos, junto a bancos, varejo e mineradoras como Vale. A redução de tensões geopolíticas globais, incluindo um acordo em negociação sobre acesso americano à Groenlândia que acalmou mercados europeus e asiáticos, também contribuiu para o apetite por risco. Bolsas em Xangai, Hong Kong, Tóquio e Seul fecharam em alta, enquanto Wall Street voltou a recordes.
