Os médicos particulares do ex-presidente Jair Bolsonaro informaram que ele passou por uma nova cirurgia neste sábado, motivada por uma forte crise de soluço. O procedimento consistiu no bloqueio do lado direito do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma, com o objetivo de aliviar os sintomas de soluço persistente que afetam o paciente há nove meses.
De acordo com o médico Mateus Saldanha, integrante da equipe, Bolsonaro já está no quarto e se recupera bem do procedimento, que durou cerca de uma hora, foi executado de forma rápida e sem cortes. A intervenção será monitorada diariamente para avaliar sua eficácia no controle dos soluços. Os profissionais planejam um novo bloqueio no lado esquerdo do nervo frênico na próxima segunda-feira, mantendo a previsão de alta hospitalar para o dia 31 de dezembro.
Essa cirurgia ocorre poucos dias após outra intervenção realizada na quinta-feira, quando Bolsonaro tratou uma hérnia inguinal bilateral. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília por condenação relacionada à trama golpista, recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para deixar o local e realizar os procedimentos em um hospital particular no Distrito Federal.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro confirmou o retorno ao centro cirúrgico em suas redes sociais, destacando a angústia causada pelos soluços crônicos. O bloqueio do nervo frênico é um procedimento minimamente invasivo, realizado com anestesia local e guiado por ultrassom, que interrompe temporariamente os sinais nervosos para o diafragma. Embora considerado seguro pela equipe médica, pode trazer riscos como paralisia temporária do diafragma e dificuldades respiratórias, exigindo monitoramento próximo e, se necessário, suporte ventilatório artificial até o efeito do anestésico passar.
A equipe prioriza a otimização de medicamentos e dieta, além da observação da evolução clínica, para evitar complicações. Bolsonaro permanece internado para cuidados pós-operatórios, com a alta dependendo de sua capacidade de retomar atividades básicas.
