O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro registrou 1.167 salvamentos em praias da cidade entre 7h da quarta-feira, 31 de dezembro, e 19h do dia seguinte, 1º de janeiro, durante as comemorações do réveillon. Ipanema liderou com 399 casos, seguida de perto por Copacabana, com 396, e Leme, com 239 resgates; outros pontos como Arpoador (59), Leblon e Praia do Diabo (32 cada), São Conrado (8), Pepino e Vidigal (1 cada) também registraram ocorrências.
O porta-voz dos bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, atribuiu o elevado número à ressaca que agitou o litoral, com ondas de até 2,5 metros, somada à desobediência de banhistas às orientações dos guarda-vidas e às bandeiras de alerta nas praias. “A grande diferença é que agora a gente teve uma condição de mar muito agitado”, explicou ele, destacando que isso contrasta com os apenas 29 salvamentos no réveillon anterior. As condições do mar permaneciam ruins mesmo após o fim do aviso oficial da Marinha, com valas e correntes de retorno ainda fortes, o que levou a Defesa Civil a recomendar evitar o banho de mar.
As buscas por um jovem de 14 anos, morador de Campinas (SP), continuam intensas desde o fim da manhã de 31 de dezembro, quando ele foi arrastado pela correnteza na Praia de Copacabana, na altura do Posto 2, mesmo estando na beira da areia. Turista em férias com a família, o adolescente foi surpreendido pela força das ondas. Equipes instalaram um posto de comando no local, com motos aquáticas para buscas superficiais, botes infláveis, drones varrendo a costa da Zona Sul, helicópteros em sobrevoos diários pela orla estadual e mergulhadores guiados por sonar em embarcações para rastrear pontos subaquáticos compatíveis com o tamanho de um corpo humano.
Segundo Contreiras, esse é o único caso de desaparecimento em praias por afogamento em andamento. “Não tem outra ocorrência de busca em relação a afogamentos em praias. O menino de 14 anos é o único que no momento a gente está buscando”, informou à Agência Brasil. Ele reforçou o risco da arrebentação em mares agitados, que pode levar banhistas por correntes fortes, e o alerta constante dos guarda-vidas com apitos para que saiam da água. Um homem resgatado em estado grave em Ipanema foi levado ao Hospital Miguel Couto, ilustrando a gravidade da situação, que chegou a ameaçar palcos de shows na orla.
