O Brasil anunciou a criação de uma nova Unidade de Conservação no Cerrado mineiro e a ampliação de áreas protegidas no Pantanal, totalizando um acréscimo de 148 mil hectares sob proteção ambiental.
Em Minas Gerais, foi estabelecida a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas. No Mato Grosso, as áreas do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a Estação Ecológica do Taiamã foram ampliadas.
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, em Campo Grande. A gestão das Unidades de Conservação é de responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que as medidas foram baseadas em evidências técnicas e cooperação institucional, reforçando a proteção de áreas essenciais para o Pantanal, que sustenta sua biodiversidade e regula ciclos ecológicos.
A Estação Ecológica do Taiamã, situada em Cáceres, Mato Grosso, passará de 11,5 mil para 68,5 mil hectares. A área é uma ilha fluvial com diversos ambientes aquáticos, permitindo a sobrevivência de várias espécies, incluindo uma comunidade de onças que se alimentam de peixes e jacarés.
A ampliação era uma demanda antiga de pesquisadores, que apontaram a necessidade de maior proteção para a população de onças-pintadas e espécies de peixes. A maior área conservada também contribuirá para o sequestro de carbono e regulação climática.
O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, localizado em Poconé, Mato Grosso, terá sua área aumentada de 135,9 mil para 183,1 mil hectares. O parque é caracterizado por alta inundação e protege diversas espécies ameaçadas.
A nova Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas terá 40,8 mil hectares, abrangendo áreas de Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Serranópolis de Minas. A reserva visa conservar nascentes e áreas de extrativismo, além de proteger comunidades tradicionais como os geraizeiros.
Mauro Pires, presidente do ICMBio, ressaltou a importância histórica das comunidades geraizeiras e a contribuição das novas áreas protegidas para o enfrentamento do aquecimento global.
