O governo brasileiro anunciou seu apoio à candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de a organização ser liderada por uma mulher, após oito décadas de história.
Lula enfatizou o pioneirismo de Bachelet, destacando seu currículo como a primeira mulher a presidir o Chile em duas ocasiões e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde no país. Ele também lembrou sua atuação em funções de alto nível no sistema multilateral.
Bachelet teve um papel central na criação e consolidação da ONU Mulheres, atuando como sua primeira diretora-executiva, e como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis e promover o direito a um meio ambiente saudável e sustentável.
O presidente brasileiro afirmou que a experiência, liderança e compromisso de Bachelet com o multilateralismo a qualificam para liderar a ONU em um contexto internacional de conflitos e desigualdades. Atualmente, o secretariado das Nações Unidas é comandado pelo português António Guterres, que foi reeleito em 2021 para um segundo mandato até 2026.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que a candidatura de Bachelet foi apresentada formalmente pelos governos do Chile, Brasil e México. A nota ressaltou a vontade desses países de fortalecer o sistema multilateral e promover uma liderança capaz de enfrentar os desafios atuais.
O documento destacou a experiência de Bachelet em processos políticos complexos, sua capacidade de facilitar o diálogo e seu compromisso com os valores fundamentais da ONU, contribuindo para uma organização mais eficaz e orientada para o bem-estar das pessoas.
O Itamaraty também mencionou o cenário internacional de grande complexidade e o papel da ONU como espaço para diálogo e soluções coletivas em questões de paz, segurança internacional, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e mudanças climáticas. Reafirmou ainda o compromisso com o multilateralismo como base para uma governança global cooperativa.
