O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (3) que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu R$ 12,7 trilhões em 2025, marcando um crescimento de 2,3%. Esse desempenho coloca o país na sexta posição entre as economias do G20 que já divulgaram seus dados para o ano passado.
A agropecuária se destacou como o principal motor do crescimento econômico brasileiro, contribuindo significativamente para o aumento do PIB. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda publicou um ranking que posiciona o Brasil imediatamente à frente dos Estados Unidos, a maior economia do mundo.
A lista de crescimento é liderada pela Índia, que registrou um aumento de 7,5% em comparação com 2024. O Brasil, com seu crescimento de 2,3%, superou os Estados Unidos, que cresceram 2,2%.
Apesar de marcar o quinto ano consecutivo de expansão, o crescimento do PIB brasileiro em 2025 representa uma desaceleração em relação ao ano anterior, quando o crescimento foi de 3,4%. Técnicos do Ministério da Fazenda atribuem essa desaceleração à política de juros altos adotada pelo Banco Central, que busca controlar a inflação.
A taxa Selic, mantida em 15% ao ano desde junho de 2025, tem influenciado as demais taxas de juros do país, restringindo operações de crédito e desestimulando investimentos e consumo. Essa política monetária contracionista visa esfriar a inflação, mas também tem como efeito colateral uma economia em marcha lenta, o que pode impactar a geração de empregos.
Mesmo diante desse cenário, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE. Para 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) já anunciou a intenção de cortar a Selic, com o objetivo de dar fôlego à indústria e à construção.
A Secretaria de Política Econômica projeta um crescimento de 2,3% para o PIB em 2026, com uma desaceleração esperada na agropecuária sendo compensada por um maior ritmo de crescimento na indústria e nos serviços. A isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e a expansão do crédito consignado são apontadas como incentivos adicionais ao crescimento econômico.
