O esquiador rondoniense Cristian Ribera conquistou mais uma medalha de ouro na segunda etapa da temporada de inverno da Copa do Mundo de esqui cross-country, disputada em Finsterau, na Alemanha. Desta vez, ele brilhou na prova de sprint de 1 quilômetro, categoria sitting para atletas que competem sentados em sit-ski com uso de bastões, completando o percurso em 2min55s74.
Essa vitória, registrada neste sábado, marca a segunda conquista do brasileiro em apenas três dias de competição. Na quinta-feira, Ribera já havia dominado a prova de 10 km com largada em massa, na classe LW11, cruzando a chegada com o tempo de 29min15s4, à frente do chinês Zhongwu Mao, prata com 29min17s9, e do russo Ivan Golubkov, bronze com 29min27s2. Atual campeão mundial de sprint, o atleta de 23 anos, nascido com artrogripose, uma doença congênita que afeta as articulações das extremidades e já o submeteu a 21 cirurgias, demonstrou evolução ao longo da prova: sexto na classificatória com 2min50s20, segundo na semifinal com 2min59s00 e imbatível na final.
A prata no sprint ficou com o cazaque Yerbol Khamitov, que marcou 2min56s13, seguido pelo chinês Zhongwu Mao, bronze com 2min58s73. Outros brasileiros participaram da final masculina: Guilherme Rocha terminou em 23º com 3min04s53, Robelson Lula em 29º com 3min11s10, e Wesley dos Santos em 36º com 3min21s40. No feminino, a paranaense Aline Rocha alcançou a quinta colocação na final, com 3min54s58, a pouco mais de cinco segundos do pódio formado pela americana Oksana Masters, pela alemã Anja Wicker e pela chinesa Wang Shi Yu.
Ribera, que aos 15 anos foi o atleta mais jovem a competir nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang 2018 – onde ficou em sexto nos 15 km, melhor resultado brasileiro na história dos Jogos de Inverno –, também competiu em Pequim 2022, apesar de desafios como a covid. Na abertura da temporada paralímpica, em novembro, em Beitostolen, na Noruega, ele já havia conquistado dois ouros: no sprint de 800m e nos 5 km. Campeão geral da Copa do Mundo e mundial em 2025 em Trondheim, o rondoniense se consolida como esperança de medalha inédita para o Brasil nas Paralimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026, a menos de 50 dias, onde a delegação brasileira, incluindo Elena Sena, Wellington Silva e outros, busca vagas e pontos.
As competições em Finsterau seguem com mais provas de sprint no domingo, em um termômetro crucial para os atletas rumo aos Jogos na Itália.
