Cuba condena “ataque criminoso” dos EUA contra a Venezuela

# EUA realizam ataque militar contra Venezuela e capturam Nicolás Maduro

Os Estados Unidos conduziram uma operação militar em larga escala contra a Venezuela na madrugada deste sábado, confirmou o presidente americano Donald Trump. A ação resultou na captura de Nicolás Maduro, presidente venezuelano, que foi retirado do país junto com sua esposa, Cilia Flores, segundo anúncio do governo americano.

As explosões começaram por volta das 2h da manhã, horário local, atingindo a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram pelo menos sete explosões em um intervalo inferior a meia hora, acompanhadas pelo som de aeronaves militares sobrevoando a região em baixa altitude. Moradores descreveram tremores em bairros residenciais, colunas de fumaça de grandes proporções e correria pelas ruas. Diversas áreas de Caracas ficaram sem energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.

O governo venezuelano denunciou a operação como uma “gravíssima agressão militar” perpetrada pelos Estados Unidos contra o território e a população venezuelanas. Segundo as autoridades de Caracas, os ataques atingiram áreas civis e instalações estratégicas, incluindo o Forte Tiuna, um dos principais complexos militares do país, bases aéreas, o porto da capital e residências de autoridades. O governo declarou imediatamente estado de emergência e ativou planos de mobilização nacional de defesa.

Trump descreveu a operação como uma “operação brilhante” e marcou uma coletiva de imprensa em sua residência em Palm Beach, na Flórida, para apresentar detalhes da ofensiva. Segundo autoridades americanas, a captura de Maduro visa levá-lo a julgamento por acusações criminais nos Estados Unidos. Os EUA haviam oferecido uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano, acusado de administrar um “narcoestado” e de fraudar a eleição presidencial de 2024.

O chanceler venezuelano Yván Gil solicitou imediatamente uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Nações Unidas. O governo de Caracas formalizou denúncias contra os Estados Unidos, alegando violação flagrante da Carta das Nações Unidas, particularmente dos artigos que consagram o respeito à soberania e a proibição do uso da força entre nações. Caracas argumentou que o objetivo da agressão seria apoderar-se de recursos estratégicos, particularmente petróleo e minerais.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos proibiu que aeronaves americanas operem no espaço aéreo da Venezuela, citando riscos de segurança associados à atividade militar em curso. O vice-presidente venezuelano Delcy Rodriguez informou que o paradeiro de Maduro permanece desconhecido pelo governo local.

A comunidade internacional reagiu à operação de forma dividida. A Rússia classificou a ação como um “ato de agressão armada”, enquanto Cuba a descreveu como “criminoso” e “terrorismo de estado”. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel denunciou um “ataque criminoso” dos Estados Unidos, afirmando que a Zona de Paz estava sendo “brutalmente atacada”, e exigiu uma “resposta urgente da comunidade internacional”.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, classificou a ação como agressão externa e afirmou que o país não aceitará a presença de forças estrangeiras em seu território. Ordenou o desdobramento imediato dos órgãos de defesa integral em todos os estados e municípios do país. As autoridades ainda estão reunindo informações sobre possíveis mortos e feridos decorrentes dos ataques.

A operação representa uma escalada significativa nas tensões entre Washington e Caracas. Desde dezembro de 2025, os Estados Unidos intensificaram ataques cirúrgicos contra infraestruturas portuárias e embarcações ligadas ao tráfico de drogas e transporte clandestino de petróleo, tendo posicionado o porta-aviões USS Gerald R. Ford ao largo de Caracas. Em resposta, a Venezuela bloqueou suas fronteiras terrestres, incluindo com o Brasil, e mobilizou milícias populares.

A pressão americana contra o governo venezuelano iniciou-se no primeiro mandato de Trump, em 2017, através de sanções econômicas e isolamento diplomático, e escalou progressivamente para ações militares após seu retorno ao poder.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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