Cúpula do Clima, em Belém, terá a participação de 143 delegações

Nos dias 6 e 7 de novembro de 2025, a cidade de Belém se tornará o centro das discussões globais sobre mudanças climáticas com a realização da Cúpula do Clima, que reunirá 143 delegações de um total de 198 países signatários dos tratados internacionais sobre o tema. Entre os participantes, está prevista a presença de 57 líderes mundiais, além de ministros e representantes de organizações internacionais. O evento antecede a 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP30), que acontecerá em Belém de 10 a 21 de novembro.

A Cúpula do Clima terá uma programação intensa, com uma plenária de abertura conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 6, que se estenderá até o final do dia 7, conforme os discursos nacionais dos líderes inscritos. Durante esses dois dias, também ocorrerão sessões temáticas importantes sobre questões relevantes para o enfrentamento da crise climática global, incluindo o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), além de debates sobre florestas e oceanos, transição energética e o décimo aniversário do Acordo de Paris, com foco nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e no financiamento climático.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que esse encontro dos líderes mundiais servirá como um “termo de referência” para orientar as negociações da COP30, marcando uma tradição móvel na itinerância desses encontros de alto nível, que podem ocorrer no início, meio ou fim das conferências. Pela primeira vez no Brasil, esta etapa foi antecipada em relação ao calendário oficial da COP, visando dar maior impulso às negociações.

Além das sessões coletivas, a presidência brasileira da COP está organizando uma série de encontros bilaterais a partir do dia 5, embora os nomes dos líderes participantes não tenham sido divulgados oficialmente por razões de protocolo e segurança. Já está confirmado, entretanto, que os Estados Unidos e a Argentina não enviarão chefes de Estado ou delegações para a Cúpula. Mesmo assim, a presença de 143 delegações garante que o evento seja altamente representativo da comunidade internacional engajada na agenda climática.

O simbolismo de sediar esse encontro na região amazônica é destacado por representar uma oportunidade única de discutir diretamente no coração da floresta a importância do bioma para o equilíbrio climático global. O Brasil reforça, assim, seu papel de liderança na defesa do desenvolvimento sustentável, conservação das florestas tropicais e justiça climática, além de dar visibilidade a populações indígenas e comunidades tradicionais da região.

Com a expectativa de reunir milhares de participantes, incluindo a chamada “família COP” composta por equipes da ONU e delegações nacionais, a Cúpula do Clima de Belém promete ser um marco na mobilização internacional para ações concretas contra as mudanças climáticas, numa etapa crucial antes da abertura oficial da COP30.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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