Daniel Cargnin conquista bronze no Grand Slam de judô de Abu Dhabi

Neste sábado (29), o judô brasileiro brilhou no Grand Slam de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com as conquistas de duas medalhas de bronze. Rafaela Silva, na categoria até 63 quilos, e Daniel Cargnin, até 73 quilos, subiram ao pódio e garantiram o destaque do Brasil na competição, que reúne mais de 380 atletas de diversas nacionalidades.

A primeira a subir ao pódio foi Rafaela Silva, medalhista olímpica e mundial. Na estreia, a carioca superou a israelense Kerem Primo e, em seguida, venceu a canadense Jessica Klimkait. Nas semifinais, Rafaela foi superada pela japonesa Megu Danno, mas garantiu o bronze ao derrotar a kosovar Laura Fazliu, graças a um yuko. “Estou muito feliz com o meu desempenho. Não foi a medalha de ouro, mas fiz uma boa competição. Consegui ganhar de medalhistas olímpicas, de medalhistas mundiais e de atletas que eu perdi durante o ano. Foi um ano de muito aprendizado. Essa foi a minha última competição e estou muito feliz com o meu desempenho. Vim crescendo bastante. Comecei o ano e não tinha nem classificação no ranking, e hoje eu cheguei na competição como cabeça de chave, 15ª lugar no ranking mundial. Então, estou muito feliz com o meu processo, confiando, acreditando e curtindo o processo”, disse Rafaela.

Logo depois, foi a vez de Daniel Cargnin mostrar seu talento. O judoca gaúcho começou a trajetória na competição com uma vitória sobre o alemão Alexander Bernd Gabler, somando quatro yukos e um ippon. Nas oitavas, passou pelo cazaque Yesset Kuanov e, nas quartas, superou o Makhmadbek Makhmadbekov, dos Emirados Árabes, com um yuko no golden score. Nas semifinais, Cargnin chegou a ficar em vantagem diante do tadjique Muhiddin Asadulloev, mas levou a virada com um waza-ari e não conseguiu reverter o placar. Na disputa pelo bronze, o brasileiro não deu chances ao francês Joan-Benjamin Gaba.

“Estou muito feliz. Fiz lutas duras aqui e acredito que todas as competições de nível internacional têm lutas difíceis, mas foi muito bom, porque refiz a final do Mundial contra o Gaba, da França. Acredito que todas as competições são histórias diferentes. Eu entrei muito confiante para a competição e ultimamente venho tentando não medir meu parâmetro só por vitória ou derrota para estar confiante. Eu tenho que confiar em mim mesmo e vou confiar em todas as competições nas quais entrar. Vou sair de cabeça erguida, independente de ganhar ou perder”, afirmou Daniel Cargnin.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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