Desaparecimento de ativistas de direitos humanos na Palestina gera preocupação

Pelo menos 428 ativistas de direitos humanos que atuam na Palestina estão desaparecidos, segundo denúncia da Global Sumud Flotilla (GSF). A organização acusa as autoridades de Israel de terem ordenado a captura dos militantes.

Entre os desaparecidos estão quatro brasileiros: Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingido por Barragens; Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da GSF no Brasil; Thainara Rogério, desenvolvedora de software e cidadã espanhola; e Cássio Pelegrini, médico pediatra.

As três mulheres foram presas juntas, enquanto Pelegrini estava no penúltimo barco interceptado, que quase chegou a Gaza, ficando a menos de 100 milhas náuticas da costa. Até o momento, não há informações sobre o paradeiro ou estado de saúde dos brasileiros, e as autoridades israelenses proibiram atendimento consular e contato com advogados.

A preocupação é que os ativistas possam sofrer torturas, violência sexual e outros tipos de agressão. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv informou que todos serão levados ao porto de Ashdod e encaminhados ao centro de detenção de Ktzi’ot, com expectativa de que visitas consulares sejam permitidas em breve.

De acordo com a ONU, desde 2008, 7.455 palestinos foram assassinados, sendo a maioria civis mortos em ataques aéreos em Gaza, Rafah e Khan Yunis. A Palestina também registra mais de 165 mil feridos, principalmente na Cisjordânia, com um número significativo de mortes causadas pela inalação de gás lacrimogêneo.

Fonte: Agência Brasil

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