Pesquisas de opinião indicam que a maioria dos americanos é contrária à guerra contra o Irã, enquanto o Congresso dos EUA debate resoluções para limitar as ações do presidente Donald Trump. A elite política em Washington está dividida, com republicanos apoiando a agressão, apesar de divergências internas, e democratas questionando a legalidade da guerra sem autorização do Congresso.
Manifestações contra o conflito ocorreram em várias cidades, embora com participação limitada. Atos em comemoração à morte do líder iraniano Ali Khamenei também foram registrados, principalmente entre comunidades da diáspora iraniana nos EUA. A mídia americana apresenta opiniões variadas, com alguns veículos apoiando a guerra e outros criticando a abordagem de Trump.
O professor Rafael R. Ioris, da Universidade de Denver, observa que a oposição à guerra ainda é limitada, mas pode aumentar se houver muitas mortes. James N. Green, da Universidade de Brown, destaca divisões dentro da base de apoio de Trump, com uma parte significativa do movimento Maga criticando a intervenção.
Pesquisas recentes mostram que apenas 27% dos americanos apoiam os ataques contra Teerã, enquanto 69% desaprovam. Trump, por sua vez, afirmou que não se importa com as pesquisas e defendeu suas ações como necessárias.
A mídia dos EUA, incluindo CNN e New York Times, demonstra cautela ao criticar a guerra, temendo acusações de falta de patriotismo. O New York Times classificou a ação como imprudente e questionou a falta de autorização do Congresso, mas considerou a eliminação do programa nuclear iraniano um objetivo válido.
No Congresso, duas resoluções para limitar os poderes de guerra de Trump estão em discussão. O senador democrata Tim Kaine defende que o presidente deve buscar autorização do Congresso, enquanto alguns democratas, como John Fetterman, apoiam a ação de Trump. Entre os republicanos, há apoio majoritário, mas alguns, como a deputada Nancy Mace, podem mudar de posição se a guerra se prolongar.
