Uma explosão de grandes proporções destruiu uma residência que funcionava como depósito clandestino de fogos de artifício na Rua Francisco Bueno, no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo, na noite de quinta-feira (13). O impacto devastador atingiu casas vizinhas, danificou veículos estacionados e provocou a interdição preventiva de 11 imóveis na região, conforme atualização da Defesa Civil, sendo 10 interditações totais e uma parcial. No momento da explosão, havia três pessoas na casa que explodiu, incluindo o morador Alessandro de Oliveira Mariano, que morreu carbonizado no local. Outras dez pessoas ficaram feridas, com a maioria apresentando ferimentos leves, embora uma mulher tenha sofrido traumatismo craniano grave.
Moradores nas proximidades relataram surpresa e medo, afirmando que desconheciam o armazenamento irregular de materiais explosivos naquele endereço. José da Silva Filho, que mora em frente ao local, contou que não desconfiava da presença dos fogos, e que a explosão parecia um tremor de terra ou uma queda de avião, causando danos extensos em sua residência. Outra vizinha, Márcia Machado, descreveu o impacto da explosão como uma pressão forte que quebrou vidros, entortou portas e jogou a todos no chão, enquanto destroços caíam sobre um amigo presente na casa.
A polícia civil investiga se o local era utilizado não apenas como depósito, mas também para a fabricação de pólvora e balões, práticas que configuram crime ambiental. Entre os materiais encontrados estavam explosivos, buchas, cangalhas e canudos para rojões. A Secretaria de Segurança Pública registrou o caso como crimes de explosão, crime ambiental e lesão corporal, e a perícia técnica segue encaminhando as investigações para identificar responsabilidades.
O Corpo de Bombeiros atuou rapidamente com oito viaturas e o Esquadrão de Bombas do GATE foi acionado para garantir a segurança do local e controlar o incêndio que se seguiu à explosão. A pressão da detonação foi tão intensa que os destroços atingiram um raio de aproximadamente três quarteirões, causando interdição e isolamento da área para procedimentos de segurança.
Muitos moradores interditados optaram por se abrigar em casas de parentes, enquanto uma família recebeu atendimento especializado da Coordenação de Pronto Atendimento Social. A Defesa Civil destacou que os imóveis só poderão ser liberados após cumprimento de normas técnicas e reparos necessários para garantir a segurança estrutural.
Este acidente evidenciou os riscos envolvidos no armazenamento clandestino de materiais explosivos em áreas residenciais densamente povoadas, trazendo à tona a necessidade de fiscalização e conscientização para prevenir tragédias semelhantes. A investigação policial continua em andamento, buscando esclarecer as circunstâncias que levaram ao incidente e prevenir futuros casos na região.
