Eleição presidencial no Peru permanece indefinida após cinco dias de apuração

A eleição presidencial no Peru continua sem definição após cinco dias de apuração dos votos. O pleito realizado no último domingo reuniu 35 candidatos na disputa pelo cargo de presidente, em um cenário de instabilidade política que já resultou em nove presidentes em apenas dez anos.

Keiko Fujimori, candidata de direita, garantiu sua vaga no segundo turno com 17% dos votos. No entanto, seu adversário ainda não foi definido, já que os candidatos que ocupam a segunda e terceira posições estão separados por menos de 3 mil votos.

O candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, possui 12% dos votos, enquanto o ultraconservador Rafael Aliaga, admirador de Donald Trump, está logo atrás com 11,9%. Até o início da tarde desta sexta-feira, 93,3% das urnas haviam sido apuradas.

Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, participa de sua quarta eleição presidencial, tendo perdido no segundo turno nas três eleições anteriores. Sua campanha enfrenta resistência devido à herança política de seu pai, condenado por violações de direitos humanos.

Roberto Sánchez, com 1,890 milhão de votos, é visto como um representante do voto rural e busca reformas como a nacionalização de recursos naturais e mais direitos trabalhistas. Ele já foi ministro do Comércio Exterior e Turismo no governo de Pedro Castillo.

Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, é comparado a líderes como Donald Trump por seu discurso ultraconservador e defesa do livre mercado. Com 1,877 milhão de votos, ele tem denunciado supostas fraudes eleitorais, embora sem apresentar provas.

A Missão da União Europeia, que fiscaliza as eleições, não encontrou indícios de fraude, apesar de atrasos em locais de votação em Lima. O cenário político peruano, marcado por renúncias e destituições, continua incerto quanto à governabilidade, independentemente de quem vencer a eleição.

Fonte: Agência Brasil

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