Em Davos, Trump diz que quer comprar Groelândia sem uso da força

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira, durante discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, seu desejo de adquirir a Groenlândia dos dinamarqueses por meio de negociações, sem o uso da força. Ele comparou a proposta a compras históricas de territórios feitas por nações europeias e pelos próprios Estados Unidos, argumentando que não há nada de errado nisso.

Trump descreveu a Groenlândia como um pedaço de gelo no meio do oceano, devolvido à Dinamarca após os Estados Unidos a defenderem na Segunda Guerra Mundial contra alemães, japoneses e italianos. Tudo que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia, que devolvemos à Dinamarca após defendê-la, declarou, enfatizando a localização estratégica da ilha, essencial para a segurança nacional e internacional em caso de conflitos. Ele negou interesse em riquezas minerais, como terras raras enterradas sob o gelo, e criticou a Dinamarca por gastar pouco na defesa do território, afirmando que só os Estados Unidos têm capacidade de protegê-lo, desenvolvê-lo e beneficiá-lo para a Europa e para si mesmos.

No discurso, Trump vinculou o pedido à Otan, reclamando da falta de contrapartidas da aliança apesar das contribuições americanas para proteger a Europa da União Soviética e agora da Rússia. Pagávamos a conta da Otan e não recebíamos nada. Tudo que pedimos em retorno é a Groenlândia, isso inclui o direito de propriedade, porque precisamos dele para defendê-la, disse. Ele recordou bases construídas pelos Estados Unidos na ilha para salvar a Dinamarca e a Groenlândia, acusando-os de ingratidão por tratarem o território como inabitável e indefeso, mas crucial para manter inimigos distantes. É um pedido muito pequeno, comparado ao que já demos a eles. Tudo que peço é um pedaço de gelo para eu proteger o mundo, completou, proclamando que os Estados Unidos estão de volta, maiores e mais fortes do que nunca.

Trump também defendeu ações de seu governo na Venezuela, que resultaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro, chamando a situação de fantástica. Ele destacou que empresas petrolíferas se alinham aos Estados Unidos para extrair óleo, o que já reduz preços de combustíveis no país americano, e que a nação sul-americana está indo bem e fazendo mais dinheiro.

Na política interna, o presidente celebrou seu segundo mandato, iniciado há um ano, com autoelogios à economia em alta, derrota da inflação, geração de empregos, cortes de impostos e redução do déficit fiscal. É um milagre o que está acontecendo, afirmou, apesar de críticas ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, a quem chamou de terrível por não baixar juros. Trump anunciou que em breve revelará o novo chefe do Federal Reserve, entre ótimos candidatos, mas ponderou que eles acabam elevando as taxas.

Sobre a Europa, Trump criticou o continente por ir na direção errada, especialmente nas políticas energéticas, que considera uma catástrofe por priorizarem fontes renováveis como a eólica, e na imigração, que prejudicará os europeus. Nos Estados Unidos cortamos a ajuda social destinada a imigrantes, destacou, exigindo que a Europa faça sua parte para ser forte e aliada. Ele defendeu tarifas como ferramenta para reequilibrar o comércio global.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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