O estoque da dívida pública federal cresceu 2,75% entre outubro e novembro, alcançando R$ 8,48 trilhões, conforme relatório mensal divulgado pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira.
O documento detalha as operações realizadas no período, incluindo emissões, resgates e composição da dívida interna e externa sob responsabilidade do Tesouro. A dívida pública mobiliária federal interna, principal componente do total, registrou elevação de 2,73%, passando de R$ 7,95 trilhões para R$ 8,16 trilhões. Esse avanço resulta da apropriação positiva de juros, equivalente a R$ 74,5 bilhões, somada às emissões líquidas de R$ 142,44 bilhões.
No mercado primário, as emissões totais da dívida pública federal somaram R$ 181,48 bilhões em novembro, enquanto os resgates atingiram R$ 27,78 bilhões, gerando uma emissão líquida de R$ 153,71 bilhões. Desse montante, R$ 142,44 bilhões referem-se à dívida interna e R$ 11,27 bilhões à externa. Para a dívida mobiliária interna, as emissões alcançaram R$ 169,18 bilhões, com destaque para títulos como LFT, com vencimentos entre setembro de 2028 e dezembro de 2031, e LTN, totalizando R$ 65,42 bilhões emitidos.
A dívida externa também avançou, com alta de 3,24%, totalizando R$ 314,95 bilhões, ou US$ 59 bilhões. Desses, R$ 264,81 bilhões (US$ 49,65 bilhões) correspondem à dívida mobiliária, e R$ 50,13 bilhões (US$ 9,40 bilhões) à dívida contratual. As emissões externas somaram R$ 12,299 bilhões, incluindo o Global ESG 2033 e reaberturas de outros títulos.
O relatório reforça a transparência nas operações, abrangendo ainda dados sobre o programa Tesouro Direto, perfil de vencimentos e custo médio da dívida, essenciais para o acompanhamento da gestão fiscal pelo mercado e investidores.
