Os estudantes beneficiários do Pé-de-Meia agora têm a opção de escolher como investir o recurso que recebem do programa. O valor poderá ser mantido na poupança ou aplicado no Tesouro Selic. A parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional, a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Educação e a B3 foi oficializada na tarde desta sexta-feira (30).
Desde novembro, essa parceria já está em funcionamento por meio do aplicativo Caixa Tem, e 50 mil estudantes brasileiros beneficiários do programa Pé-de-Meia já estão investindo em Tesouro Direto.
O Pé-de-Meia beneficia cerca de 4 milhões de estudantes com um incentivo financeiro-educacional do governo federal. Antes, o dinheiro recebido só podia ser aplicado na poupança. Agora, os estudantes também podem aplicar esses recursos no Tesouro Selic, que acompanha a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.
“Esta é mais uma iniciativa de educação financeira misturada com inclusão”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. Ele destacou que a opção de escolha faz com que os estudantes busquem informações e tomem decisões conscientes sobre onde investir.
Assim como na poupança, os rendimentos do Tesouro Selic variam conforme as condições do mercado, mas sem risco de perda do investimento. O Tesouro Selic foi atrelado à Selic para ser uma porta de entrada segura para os estudantes.
A escolha do tipo de investimento e o acompanhamento da rentabilidade podem ser feitos pelo aplicativo Caixa Tem. “Os estudantes recebem o benefício pelo aplicativo e podem escolher entre poupança ou Tesouro Direto”, explicou Tiago Cordeiro, diretor de produtos de governo da Caixa.
Criado em 2024 pelo Ministério da Educação, o Pé-de-Meia é voltado a estudantes do ensino médio da rede pública de baixa renda, que recebem um incentivo financeiro para concluírem os estudos. O programa funciona como uma poupança, incentivando a permanência e conclusão escolar.
Os estudantes recebem pagamentos mensais de R$ 200, que podem ser sacados a qualquer momento, além de R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, retirados após a formatura. Com os incentivos e adicionais, os valores podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno, informou o ministério.
