O 1° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou o ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves a nove anos, nove meses e 18 dias de reclusão pelo assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio. O crime foi considerado homicídio triplamente qualificado, envolvendo motivo torpe, meio cruel e emboscada. A pena será cumprida em regime fechado.
Fernando Iggnácio foi executado em 2020 no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis. Durante o julgamento, o juiz Thiago Portes Vieira de Souza destacou o papel central de Rodrigo na execução e o vasto arsenal encontrado em seu apartamento, incluindo quatro fuzis e grande quantidade de munições.
O magistrado ressaltou que Rodrigo, ainda como policial militar da ativa, utilizou seus conhecimentos para cometer o crime, contrariando seu dever de reprimir tal conduta. Outros dois acusados, os irmãos Pedro Emanuel e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, também seriam julgados, mas dispensaram seus advogados, adiando o julgamento.
Ygor Rodrigues Santos da Cruz, outro suspeito de envolvimento, foi encontrado morto em 2022. Rogério de Andrade, denunciado como mandante do crime, responde em outro processo com Gilmar Eneas Lisboa. A disputa entre Iggnácio e Rogério de Andrade pelo espólio de Castor de Andrade, que gerou mais de 50 mortes ao longo de quase 30 anos, é o pano de fundo do conflito.
