Desde o início dos pagamentos de indenizações aos correntistas e investidores do Banco Master, golpistas exploram a ansiedade por ressarcimentos para aplicar fraudes sofisticadas. O alerta veio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no último sábado, por meio de uma nota conjunta com entidades do sistema financeiro, destacando o risco crescente em meio ao alto volume de solicitações.
O FGC iniciou a liberação dos recursos na segunda-feira, 19 de janeiro, após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central em novembro do ano passado. Até o fim da tarde de sexta-feira, 23 de janeiro, o fundo havia desembolsado R$ 26 bilhões, beneficiando 521 mil pessoas com direito à garantia, o que representa 67,3% da base de clientes elegíveis. O processamento segue acelerado, com cerca de 2,8 mil pedidos por hora via aplicativo, equivalentes a 46 solicitações por minuto. Com a inclusão do Will Bank, do mesmo grupo financeiro e também liquidado recentemente, o total de indenizações deve alcançar R$ 47 bilhões.
As fraudes identificadas incluem o envio de e-mails e mensagens falsas simulando comunicações oficiais do FGC, de bancos ou de órgãos públicos. Golpistas divulgam links, páginas e aplicativos fraudulentos para capturar dados pessoais, bancários ou cadastrais, além de cobrar pagamentos indevidos ou antecipados com promessas de agilização ou liberação rápida de valores. Há ainda uso irregular de ferramentas de recuperação de senha, disparos de links maliciosos e circulação de apps não oficiais em plataformas digitais, comprometendo a segurança das vítimas.
Para proteger os clientes, o FGC e as entidades signatárias – como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e Zetta, que representa fintechs e bancos digitais – recomendam redobrar a atenção nos serviços digitais. Orientam buscar informações apenas em canais institucionais oficiais, desconfiar de ofertas de facilidades por supostos intermediários, ignorar pedidos de dados por vias não oficiais, recusar qualquer taxa para recebimento da garantia, evitar cliques em links desconhecidos e não baixar aplicativos fora de lojas oficiais.
Essas tentativas de fraudes têm como finalidade comprometer a segurança dos usuários e lhes causar prejuízos. A prevenção depende da atenção e da adoção de práticas seguras no uso de serviços digitais, enfatiza a nota conjunta. O fundo reforça que a garantia, limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, cobre produtos como CDB, RDB, LCI e LCA, e é processada automaticamente pelo app oficial para pessoas físicas ou pelo site para jurídicas, sem intermediários ou custos adicionais.
