A frente fria que afeta as regiões Sul e Sudeste do Brasil neste início de novembro de 2025 causou diversos transtornos, incluindo a formação de um tornado no Paraná, que devastou 90% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu e resultou em pelo menos seis mortes. No Paraná, o fenômeno extremo deixou mais de 130 feridos e exigiu a mobilização de hospitais de campanha para atendimento da população afetada. O governo federal anunciou o envio de ajuda humanitária para as regiões atingidas, enquanto as equipes de defesa civil trabalham na reconstrução.
No Rio de Janeiro, a passagem desse sistema frontal resultou na ativação do estágio 2 de alerta pelo Centro de Operações e Resiliência da cidade, indicando impactos significativos no cotidiano. Foram registrados seis pontos de alagamento e 26 quedas de árvores, além da queda de um muro entre as estações Coelho Neto e Colégio do metrô, o que provocou a interrupção parcial do serviço no início da manhã de sábado, embora a circulação tenha sido normalizada em seguida. A prefeitura registrou rajadas de vento de até 77,7 km/h na região do Aeroporto Internacional Tom Jobim, localizado na Ilha do Governador, mas o terminal manteve suas operações normalmente. A cidade continua sob influência de núcleos de chuva moderada a forte, com previsão de pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas de vento nas próximas horas.
Este quadro de mau tempo decorre de um sistema frontal originado na Argentina, que avançou pelo Sul do Brasil desde a sexta-feira, atravessando a Região Sul e chegando ao Sudeste na manhã de sábado. A frente fria favorece a ocorrência de tempestades e rajadas de vento especialmente nos estados do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Em paralelo, um ciclone extratropical no litoral de Santa Catarina intensifica as condições de ventania e temporal, levantando alertas para rajadas consideradas fortes a extremamente fortes, que em algumas áreas do litoral Sul e do Sudeste podem ultrapassar 100 km/h.
As consequências climáticas desta combinação de frente fria e ciclone extratropical exigem atenção da população e das autoridades, com monitoramento constante dos órgãos responsáveis e alertas para riscos de alagamentos, quedas de árvores, e interrupções nos serviços urbanos. O fenômeno ilustra a intensidade dos eventos meteorológicos que podem ocorrer neste período, demandando preparação e resposta rápida para mitigar seus impactos.
