# Operação da PF investiga fraudes de R$ 500 mil na Caixa em Campos dos Goytacazes
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14 de novembro) uma operação para investigar um esquema de fraudes bancárias praticadas contra a Caixa Econômica Federal em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. A investigação aponta uma servidora da própria instituição como responsável por um esquema individual que resultou em prejuízos estimados em cerca de R$ 500 mil a clientes da agência.
Durante a ação, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão nos bairros Parque Tamandaré e Centro, com ordens judiciais expedidas pela 2ª Vara Federal de Niterói. A operação resultou também na aplicação de medidas cautelares à investigada, que foi afastada de suas funções e proibida de acessar os sistemas da Caixa enquanto o caso segue em análise.
De acordo com as investigações, a servidora atuava de forma individual em um esquema que envolvia a alteração irregular de dados cadastrais de clientes, a reemissão indevida de cartões bancários e a realização de saques presenciais em terminais de autoatendimento. A suspeita aproveitava seu acesso direto aos sistemas da instituição para alterar informações de clientes e contratar cartões de crédito em nomes de terceiros, permitindo que ela pudesse movimentar recursos das contas das vítimas sem levantar suspeitas imediatas.
A descoberta das irregularidades ocorreu após relatórios internos da Caixa identificarem movimentações consideradas atípicas. Os indícios incluíam manipulação sistemática de informações em contas de clientes, diversos cartões reemitidos e enviados para um mesmo endereço, e saques efetuados em diferentes agências da cidade. Até o momento, 52 clientes foram identificados como vítimas com cadastros alterados de forma irregular.
Durante a operação, os policiais federais apreenderam dois aparelhos celulares, dois notebooks, sete cartões bancários em nome de terceiros e diversos documentos relacionados às irregularidades. A investigada poderá responder pela prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação, peculato e furto qualificado, delitos previstos no Código Penal com penas que podem ultrapassar dez anos de prisão quando somadas.
A Polícia Federal continua aprofundando a investigação para determinar a extensão completa das fraudes e identificar possíveis ramificações do esquema dentro da agência bancária. As diligências também buscam confirmar se outras pessoas foram beneficiadas pelo esquema ou se houve envolvimento de terceiros nas movimentações irregulares.
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que abriu procedimento administrativo para apuração dos fatos. O banco destacou que atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que auxiliam no combate a fraudes e golpes, monitorando ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos. A instituição não divulga informações sobre eventuais denúncias e procedimentos correcionais de empregados, considerando o sigilo dos dados pessoais dos envolvidos.
