O Galinho de Brasília, bloco tradicional que há 34 anos preserva a tradição do frevo pernambucano no carnaval da capital do país, enfrenta em 2026 um novo desafio: resgatar a paixão do brasileiro pelo futebol.
Com o tema ‘Galinho na Copa: Frevando rumo ao Hexa’, o bloco, que já reuniu mais de 100 mil pessoas em edições anteriores, desfilou pelas ruas da capital federal nesta segunda-feira (16), embalado pela Orquestra Marafreboi, sob a batuta do maestro Fabiano Medeiros, e pela Orquestra do Galinho, liderada pelo maestro Ronald Albuquerque.
Damísia Lima, servidora pública pernambucana, destaca a complexidade e o orgulho do frevo, mencionando que apenas músicos talentosos conseguem executar o ritmo que tanto representa Pernambuco. Ela, natural de Olinda, expressa seu amor pela cultura pernambucana e vê no Galinho de Brasília um refúgio cultural.
Os organizadores do bloco, atentos à tradição que encanta gerações, buscam resgatar a essência do carnaval pernambucano, especialmente em um ano de Copa do Mundo. Sérgio Brasiel, diretor administrativo do bloco, comenta sobre os desafios de organização devido à burocracia, mas celebra o sucesso do evento.
A professora Célia Varejão, com sua camiseta da edição de 1995 do Galinho, expressa seu amor pelo carnaval e pelo Flamengo, criticando os altos preços dos ingressos em eventos esportivos. Ela destaca a importância de manter o caráter popular dessas manifestações.
Duas pernambucanas elogiam a segurança do carnaval em Brasília. Damísia prefere a folia mais tranquila da capital federal, comparando-a ao Galo da Madrugada em Pernambuco, apreciando a possibilidade de aproveitar mais o evento.
Benedito Cruz Gomes, servidor público, aprecia a tranquilidade e o ambiente familiar do carnaval de Brasília. Ele participa do Galinho há 30 anos e agora compartilha a experiência com suas filhas.
O produtor de café Guilherme Fontes, mesmo morando em Viçosa, Minas Gerais, retorna ao Galinho de Brasília sempre que pode, valorizando o ambiente familiar e as brincadeiras típicas do carnaval.
O engenheiro Alex França, de Caruaru, acompanha o Galinho de Brasília desde suas primeiras edições, notando a evolução na segurança e infraestrutura do evento, o que atrai um público crescente.
Fundado em 1992 por pernambucanos no Distrito Federal, o Galinho surgiu como uma alternativa para aqueles que não podiam viajar ao Recife. Após uma experiência marcante, foi criado o Grêmio Recreativo da Expressão Nordestina – GREN Galinho de Brasília, com o objetivo de preservar as tradições culturais nordestinas na capital.
