Hospital Edson Ramalho oferece cirurgia para tratar incontinência urinária e ajuda na qualidade de vida das mulheres

A perda involuntária de urina, conhecida como incontinência urinária, afeta milhões de mulheres e pode comprometer atividades simples do dia a dia, como rir, tossir ou fazer esforço físico. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o problema pode atingir até 45% das mulheres acima dos 40 anos. Para ampliar o acesso ao tratamento, o Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), em João Pessoa, passou a realizar procedimentos cirúrgicos especializados para correção do problema, oferecendo diagnóstico, acompanhamento e tratamento às pacientes da rede pública.
 
Administrado pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), o hospital conta com uma equipe de uroginecologia dedicada ao atendimento de mulheres que sofrem com o problema. Os procedimentos cirúrgicos para tratamento da incontinência urinária começaram a ser realizados no hospital em julho do ano passado. 
 
Apesar de também atingir os homens, a incontinência urinária é mais comum em mulheres, com prevalência aumentando após os 50 anos, especialmente entre aquelas que passaram por gestações, parto vaginal ou apresentam alterações relacionadas ao envelhecimento e ao enfraquecimento do assoalho pélvico.
 
Como funciona a cirurgia
O tratamento cirúrgico realizado no hospital é indicado principalmente para casos de incontinência urinária de esforço, quando a perda de urina ocorre durante atividades como tossir, espirrar, rir ou realizar esforços físicos.
 
Segundo o coordenador de ginecologia da unidade, Moisés Cartaxo, existem diferentes técnicas cirúrgicas utilizadas para corrigir o problema. “Um dos principais procedimentos é o sling, que pode ser feito com uma tela sintética. A técnica consiste em posicionar uma faixa de sustentação sob a uretra para restaurar o suporte da região e reproduzir a função do esfíncter uretral, reduzindo ou eliminando a perda de urina durante esforços”, explica.
 
O médico acrescenta que, em alguns casos, também pode ser utilizada a técnica de Burch (suspensão do colo vesical, aumentando a resistência à perda de urina), indicada conforme a avaliação clínica e as necessidades de cada paciente.
 
Qualidade de vida recuperada
A aposentada Maria Anunciada da Silva, de 69 anos, foi uma das pacientes beneficiadas com o procedimento. Ela conta que conviveu durante anos com os sintomas da incontinência urinária, que interferiam diretamente em sua rotina. “Eu não podia tossir, rir ou fazer esforço que perdia urina. Às vezes só de abrir a torneira já dava vontade de ir ao banheiro. Era muito difícil, porque eu vivia preocupada e correndo para o banheiro”, relata.
Segundo ela, após realizar a cirurgia no Hospital Edson Ramalho, a realidade mudou completamente. “Graças a Deus hoje estou bem, não sinto mais nada. A cirurgia foi uma bênção. O atendimento aqui foi maravilhoso desde o internamento até agora no retorno. Mudou muito a minha qualidade de vida”, afirmou.
 
Ampliação da assistência
Para o diretor do Hospital do Servidor General Edson Ramalho, Ramonn Chaves, a oferta do procedimento reforça o compromisso da unidade em ampliar o acesso a tratamentos especializados. “Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais a assistência à saúde da mulher dentro da rede pública, garantindo que as pacientes tenham acesso a diagnóstico e tratamento adequados. Procedimentos como esse impactam diretamente na qualidade de vida e na autoestima das mulheres”, destacou.
 
O acesso ao tratamento no Hospital Edson Ramalho é feito através da regulação estadual. As pacientes são encaminhadas para serem atendidas no Ambulatório de Especialidade e, a partir da consulta com um médico uroginecologista, é que será indicada a técnica mais adequada para cada caso.

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