O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha não compareceu para depor, nesta terça-feira (7), à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado. Ele já havia faltado a duas outras reuniões como convidado, levando o colegiado a aprovar sua convocação.
Ibaneis foi convocado no último dia 31, por requerimento do relator da CPMI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). No entanto, recebeu autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para não comparecer à reunião. A decisão foi publicada na última quinta-feira (2).
O ex-governador deveria falar sobre as negociações do banco estatal do Distrito Federal, o BRB, para a compra do Banco Master. O negócio foi impedido pelo Banco Central, que posteriormente liquidou o Master e encaminhou suspeitas de fraudes no sistema financeiro à Polícia Federal.
Durante a abertura dos trabalhos, o presidente da CPMI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou a postura do STF em relação aos trabalhos da comissão. Ele afirmou que todos são iguais perante a lei, mas que, no Brasil, alguns são mais iguais que outros, referindo-se à disparidade no tratamento judicial.
Contarato destacou que a CPMI está tentando apurar os fatos com isenção e responsabilidade, afirmando que ninguém está acima da lei. Ele também mencionou que a advocacia do Senado está recorrendo de decisões judiciais que, segundo ele, inviabilizam os trabalhos da comissão.
O senador questionou a postura do STF em relação à convocação de testemunhas, transferência de sigilo e outras medidas, sugerindo que algumas decisões judiciais impedem a apuração dos fatos. ‘Quem nada deve, nada teme’, concluiu.
