A prévia da inflação oficial para março registrou 0,44%, influenciada pelo aumento nos preços dos alimentos. Este resultado representa uma desaceleração em relação aos 0,84% observados em fevereiro.
Comparado a março de 2022, quando o índice ficou em 0,64%, a prévia atual também é inferior. Nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,9%, dentro da meta do governo, que permite até 4,5% ao ano.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destacando que todos os nove grupos de preços pesquisados apresentaram alta de fevereiro para março. Alimentos e bebidas tiveram aumento médio de 0,88%, impactando o IPCA-15 em 0,19 ponto percentual.
No grupo de alimentos e bebidas, a alimentação no domicílio subiu 1,10%. Produtos como açaí, feijão-carioca, ovo de galinha, leite longa vida e carnes registraram aumentos significativos. Alimentação fora do domicílio aumentou 0,35% em março.
Entre os subitens pesquisados, as passagens aéreas exerceram a maior pressão de alta individual, com aumento de 5,94%. Já os combustíveis apresentaram deflação de 0,03%, com variações nos preços do gás veicular, etanol e gasolina, enquanto o óleo diesel subiu 3,77%.
Os preços dos combustíveis, especialmente derivados de petróleo, estão sendo monitorados devido à guerra no Irã, que afeta a cadeia global de petróleo. No Brasil, a Petrobras anunciou um reajuste no diesel, e o governo adotou medidas para conter a alta, incluindo a zeragem de tributos federais.
O IPCA-15 utiliza metodologia semelhante ao IPCA, mas difere no período de coleta de preços e abrangência geográfica. A coleta atual ocorreu de 13 de fevereiro a 17 de março. O IPCA completo de março será divulgado em 10 de abril.
