Inflação do aluguel encerra 2025 com queda de 1,05%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, registrou variação negativa de 0,01% em dezembro, encerrando 2025 com queda acumulada de 1,05%. Calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), ligado à Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador surpreendeu o mercado, que esperava uma alta de 0,15% no último mês do ano, e sugere um ambiente de menor pressão de custos para 2026.

Economistas destacam que o resultado reflete um ano marcado pela desaceleração da atividade econômica global e por elevada incerteza, o que limitou o repasse de custos ao longo da cadeia produtiva, especialmente nos preços ao produtor. A melhora nas safras agrícolas também aliviou os valores das matérias-primas, reforçando o movimento de deflação. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M, caiu 0,12% em dezembro, revertendo a alta de 0,27% de novembro, e acumulou recuo de 3,35% no ano, com destaque para a queda de 8,09% nas matérias-primas brutas.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, subiu 0,24% no mês, praticamente estável em relação a novembro, e acumulou alta de 4,08% em 2025. Houve desaceleração ou queda em grupos como alimentação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, enquanto habitação, educação e transportes aceleraram. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do índice, avançou 0,21% em dezembro, abaixo dos 0,28% do mês anterior, com acumulado de 6,10% no ano, impulsionado por serviços e mão de obra, apesar da desaceleração em materiais.

Referência para a correção de contratos de aluguéis, contas de luz e telefone, mensalidades escolares, planos de saúde e seguros, o IGP-M pode trazer alívio aos inquilinos em reajustes futuros, uma vez que a deflação acumulada implica redução média nos preços monitorados. Diferentemente de indicadores oficiais como o IPCA, o IGP-M foi criado no final dos anos 1980 por solicitação de entidades privadas do setor financeiro e é apurado entre os dias 21 de um mês e 20 do seguinte.

Em paralelo, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta que o mercado financeiro projeta o IPCA, inflação oficial do país, em 4,32% para o fim de 2025, abaixo do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional, com centro de 3% e tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Esse cenário de inflação controlada reforça apostas de corte na taxa de juros já em janeiro de 2026.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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