Apesar do entusiasmo em torno da inteligência artificial (IA), Norbert Jung, CEO da Bosch Connected Industry, afirma que a tecnologia ainda não é uma ferramenta essencial para aumentar a produtividade e os resultados das empresas. Segundo Jung, 95% dos projetos de IA não estão entregando valor econômico atualmente.
Jung destaca que o excesso de dados é um desafio, pois não está gerando o valor esperado. A declaração foi feita durante um painel sobre IA em um evento que antecipou a Hannover Messe, a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo, que ocorrerá em abril em Hannover, Alemanha.
Para que a IA agregue mais valor, Jung sugere a integração com o conhecimento humano, criando uma cointeligência na manufatura. Essa visão é apoiada por um estudo do MIT que revela que, apesar dos investimentos significativos em IA generativa, 95% das organizações não estão obtendo retorno.
O Brasil será homenageado na Hannover Messe deste ano, com destaque para tecnologias de digitalização, automação, descarbonização e energia limpa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, confirmaram presença no evento.
Sven Parusel, chefe de pesquisa da Agile Robots, acredita que a IA está começando a ‘ganhar vida’ por meio de robôs, integrando IA física com robôs e máquinas industriais. A empresa desenvolve desde 2018 braços e mãos robóticas, sistemas móveis e robôs humanoides.
O Brasil, como país homenageado, terá pavilhões de 2,7 mil metros quadrados na feira, com a participação de 140 expositores brasileiros e uma delegação de 300 empresas. Márcia Nejaim, da ApexBrasil, acredita que o país tem potencial para ser protagonista na área de IA, destacando instituições brasileiras como o instituto de pesquisa Eldorado e as empresas Fu2re e Stefanini.
