Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, faleceu na sexta-feira (2) vítima de intoxicação por metanol em Ribeira do Pombal, no nordeste da Bahia. Ele estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e não resistiu às complicações, conforme confirmado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas após consumirem bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. Seis delas ingeriram drinks à base de vodca durante uma festa de noivado na cidade, enquanto Vinícius, que não participou do evento, comprou bebida no mesmo depósito no dia anterior e foi o primeiro a apresentar sintomas. As vítimas inicialmente foram atendidas no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, onde quatro pacientes – Lais Santana Dias, Maria Clara Nascimento de Souza, Maria Viviana Santos Almeida e Josefa Soares de Almeida – receberam alta médica após evolução clínica favorável.
Três vítimas foram transferidas para Salvador: Vinícius, que veio a óbito, e outras duas que permanecem internadas no Hospital Couto Maia. São elas Edicleia Andrade de Matos, madrasta da noiva, que está intubada, e Daniele Barbosa de Carmo Matos, prima do noivo, em estado grave. A rápida assistência, em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura local, incluindo o envio de antídoto específico como etanol farmacêutico e fomepizol, contribuiu para a recuperação de alguns pacientes. Hemodiálise também foi realizada nos casos mais graves para filtrar a substância tóxica do organismo.
A confirmação da intoxicação veio na quarta-feira (31), por meio de laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que detectou metanol em bebidas apreendidas no depósito e em amostras de sangue das vítimas. Os sintomas relatados incluíam vômitos, náuseas, tonturas, sensação de desmaios, falta de ar e visão turva. A Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Polícia Civil, localizou e interditou o estabelecimento responsável pela comercialização das bebidas.
Em resposta, a prefeitura de Ribeira do Pombal decretou a proibição temporária da comercialização, distribuição, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município. A medida, válida de 31 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026, abrange bares, restaurantes, eventos públicos e privados, comércio ambulante e distribuição gratuita ou promocional. A fiscalização cabe à Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil e outros órgãos, baseada no princípio da precaução para proteger a saúde pública.
As investigações prosseguem para apurar a origem e a distribuição do produto contaminado, enquanto o Ministério da Saúde reforça o estoque de antídotos na rede estadual. O metanol, substância altamente tóxica presente nas bebidas falsificadas, pode causar cegueira com apenas 10 ml e é fatal em doses de 30 ml para um adulto, mas o atendimento precoce aumenta as chances de reversão.
