Irã alerta para petróleo a US$ 200 enquanto tensões no Oriente Médio aumentam

O Irã declarou que o mundo deve se preparar para o petróleo a US$ 200 por barril, após suas forças atacarem navios mercantes nesta quarta-feira (11). A Agência Internacional de Energia recomendou a liberação de grandes reservas estratégicas para mitigar um dos piores choques de petróleo desde a década de 1970.

A guerra, iniciada por ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel há quase duas semanas, já resultou na morte de cerca de 2 mil pessoas, principalmente iranianos e libaneses, enquanto se espalha pelo Líbano e causa caos nos mercados globais de energia e transporte.

Apesar dos intensos ataques aéreos, o Irã também retaliou contra Israel e alvos em todo o Oriente Médio, mostrando sua capacidade de resposta. Três embarcações foram atingidas no Golfo Pérsico, e a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os navios desobedeceram suas ordens.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que a operação continuará até que todos os objetivos sejam alcançados. Em contrapartida, Trump sugeriu que a guerra não deve durar muito mais tempo, afirmando que não há ‘praticamente mais nada’ para atingir no Irã.

O FBI alertou sobre possíveis ataques de drones iranianos na costa oeste dos EUA, embora Trump tenha minimizado a preocupação. Ele afirmou que as forças dos EUA destruíram 28 navios iranianos e que os preços do petróleo cairiam.

O Departamento de Estado dos EUA alertou sobre possíveis ataques do Irã à infraestrutura de petróleo no Iraque. Autoridades norte-americanas e israelenses buscam destruir a capacidade do Irã de projetar força e seu programa nuclear.

Os preços do petróleo, que chegaram a quase US$ 120 por barril, subiram novamente em meio a temores de interrupção do fornecimento. Enquanto isso, os principais índices de ações em Wall Street caíram.

Os mercados acionários haviam se recuperado apostando em uma solução rápida por Trump, mas novos ataques por drones e mísseis do Irã aumentaram a urgência dos apelos para o fim dos combates.

Um oficial militar israelense destacou que ainda há uma extensa lista de alvos no Irã. O Estreito de Ormuz permanece bloqueado, complicando o trânsito de petróleo na região.

Trump afirmou que os navios ‘deveriam’ transitar pelo Estreito, mas o Irã implantou minas, complicando a situação. Os militares dos EUA alertaram o Irã para evitar portos com instalações navais, levando a ameaças iranianas contra centros econômicos.

A AIE recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais para estabilizar os preços, medida endossada por Washington. As empresas petrolíferas dos EUA planejam aumentar a produção.

Autoridades iranianas indicaram intenção de prolongar o choque econômico, com Ebrahim Zolfaqari afirmando que o preço do petróleo depende da segurança regional, desestabilizada por ações de Washington.

Após ataques a um banco em Teerã, o Irã prometeu retaliar contra bancos que fazem negócios com os EUA ou Israel. No mar, um navio graneleiro foi incendiado, com três tripulantes desaparecidos.

Multidões no Irã participaram de funerais de comandantes mortos, carregando caixões e retratos do líder supremo morto, aiatolá Ali Khamenei. Mojtaba Khamenei, seu sucessor, está ferido e não apareceu publicamente.

Em Teerã, ataques aéreos noturnos tornaram-se comuns, levando muitos a fugir. Apesar dos apelos de Trump para que iranianos se levantem, protestos populares não ocorreram.

O chefe de polícia do Irã alertou que qualquer manifestação será tratada como inimiga. Autoridades israelenses acreditam que o governo iraniano pode sobreviver à guerra, enquanto partidos curdos estão prontos para agir se houver apoio dos EUA.

O ministro da Defesa de Israel reiterou que a operação continuará sem limite de tempo até atingir todos os objetivos.

Fonte: Agência Brasil

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