O governo do Irã enviou às autoridades portuárias que controlam o Estreito de Ormuz uma solicitação de permissão para a passagem de navios transportando bens humanitários. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal iraniana Tasnin.
De acordo com a agência, o chefe da Organização Portuária deve tomar as medidas necessárias para permitir a passagem desses navios. Uma lista de embarcações consideradas ‘relevantes’ foi elaborada, e as empresas associadas a esse tipo de transporte deverão receber uma carta do governo iraniano sobre a autorização de passagem por Ormuz.
O Estreito de Ormuz tornou-se foco de atenção após o início da guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Controlado pelos iranianos, Ormuz é uma rota de transporte de 20% do petróleo bruto produzido no mundo. Com o início dos bombardeios, o Irã chegou a fechar a passagem e ameaçou bombardear os navios que tentassem atravessar, o que fez o preço do petróleo disparar no mercado internacional.
Posteriormente, o Irã permitiu a passagem de navios com bandeiras de nações consideradas não hostis, ou seja, países que não participem nem apoiem os ataques de Israel e dos Estados Unidos. Desde a última quinta-feira, embarcações oriundas da França, Omã e Japão cruzaram o estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a mencionar a possibilidade de abrir a passagem à força, visando permitir o trânsito de navios petroleiros. O plano incluía atacar usinas de energia do Irã até que Ormuz fosse aberta. Dias depois, Trump declarou que os EUA não dependem do óleo comercializado por essa via e que países que dependem devem se responsabilizar pelo acesso ao canal marítimo. ‘Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz — e não importarão no futuro. Não precisamos disso’.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e produtos agropecuários. O fechamento da passagem tem impacto direto no comércio global.
