# Brasil Sai do Mapa da Fome pela Segunda Vez: Políticas Sociais Integradas Marcam a Vitória
O Brasil conquistou em julho de 2025 a retirada do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas, em anúncio feito em 28 de julho durante evento oficial da 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, em Adis Abeba, na Etiópia.[1][3]
Esta é a segunda vez que o país alcança esse marco, após saída em 2014 e retorno no triênio 2018-2020.[1][2][3]
A saída baseia-se na média trienal de 2022 a 2024, com proporção de população em subnutrição abaixo de 2,5%, limite da FAO para exclusão da classificação.[1][2][3][6]
O objetivo do presidente Lula era alcançar a meta até o final de 2026, mas o país atingiu o marco em dois anos.[3][4]
René Orellana, representante regional para América Latina e Caribe da FAO, afirmou: “Toda essa política implementada nos últimos anos tem fortalecido a segurança alimentar do Brasil, que dá o exemplo porque são políticas integrais, holísticas, que favorecem o consumo, o mercado e também os produtores e as alianças entre os grandes, médios e pequenos produtores”.[original]
O caminho iniciou em janeiro de 2023, com o Programa Brasil Sem Fome, retomada da política de elevação do salário mínimo acima da inflação, expansão de oportunidades de trabalho e geração de renda, com ênfase em regiões vulneráveis, Bolsa Família, Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e apoio à agricultura familiar.[3][4]
Dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar do IBGE indicam que cerca de 24 milhões de pessoas saíram da insegurança alimentar grave até o final de 2023.[3][5]
Aproximadamente um milhão de famílias superaram a pobreza e deixaram de receber o Bolsa Família em julho de 2025, após conquistar empregos estáveis ou melhores condições financeiras como empreendedores.[3]
O país havia saído do Mapa da Fome em 2014, após fortalecimento da rede de proteção social e investimentos em segurança alimentar nutricional, mas retornou entre 2018 e 2020 devido a desmonte de programas sociais.[1][2][3]
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou: “Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026. Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos.”[3]
Estima-se que 35 milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades para se alimentar adequadamente.[1]
O presidente Lula, em conversa telefônica com o presidente da FAO, Qu Dongyu, disse: “Para que a gente acabe com a fome e com a pobreza, é preciso colocar o povo pobre no orçamento do país, no orçamento de estados e municípios. O dia em que os governantes fizerem isso, a gente vai resolver esse problema crônico da humanidade.”[3]
Máximo Torero, economista-chefe da FAO, destacou que países da América Latina como Brasil e México lideraram esforços com programas sociais, transferência de renda e alimentação escolar.[original]
A 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe ocorre em março de 2026 em Brasília, precedida pelo Fórum de Juventudes para a Transformação dos Sistemas Agroalimentares.[original]
