Juristas demonstram repúdio após diálogos da Lava Jato mostrarem “combinação” de decisões

Em meio a divulgação dos diálogos entre o então Juiz Federal Sérgio Moro e o Procurador da República, Deltan Dellagnol, determinados pelo Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta (03), a operação lava jato foi oficialmente encerrada no Paraná. A estrutura da força-tarefa foi transferida para o GAECO.

Os diálogos sugerem que houve uma série de decisões e estratégias processuais combinadas entre o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato, no curso do processo que julgou e condenou o ex-presidente Lula.

Ao longo da semana, diferentes juristas, membros do Ministério Público, advogados e membros do poder judiciário, tem utilizado as redes sociais para repudiar as práticas do Juiz Sérgio Moro, assim como para esclarecer os limites no relacionamento entre a acusação, o juízo e a defesa, no andamento processual.

Confira:

Roberto Tardelli, ex-procurador de Justiça do Estado de São Paulo:

Rafael Valim, professor Visitante na @officialuom e na Université Le Havre Normandie. Diretor do @Ireebr. Editor da @contraeditora. Cofundador do Lawfare Institute. Advogado.

Jorge Schaefer Martins, ex-Desembargador do TJSC:

A questão escandaliza quem cultua o direito e a Constituição. Compartilho o que escrevi quando da divulgação das primeiras publicações em 2019:

O ex-desembargador do TJSC, escreveu artigo, em que delineia os limites da relação entre as partes, no processo penal: Confira aqui.

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