O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu, nesta quinta-feira (2), a críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Durante um evento em Salvador (BA), Lula destacou a importância de aprimorar o Pix para atender às necessidades dos brasileiros.
Em sua fala, Lula afirmou: “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, referindo-se ao sistema operado pelo Banco Central (BC).
O relatório anual do comércio estadunidense expressa preocupações de empresas dos EUA de que o Banco Central do Brasil estaria dando tratamento preferencial ao Pix, em detrimento de outros sistemas de pagamentos. O documento menciona que o BC exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas.
No ano passado, os Estados Unidos abriram uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil consideradas “desleais”, incluindo o Pix. A medida foi especulada como motivada pelo suposto favorecimento do Pix em relação ao WhatsApp Pay em 2020, aplicativo da Meta, empresa de Mark Zuckerberg.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil respondeu que o Pix visa a segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras, e destacou que a administração pelo BC garante neutralidade. O Pix foi oficialmente lançado no Brasil em 16 de novembro de 2020, após estudos iniciados em 2018.
O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026 dos Estados Unidos, divulgado em 31 de março, aborda questões de diversos países que podem representar “barreiras” ao comércio exterior dos EUA, incluindo temas como mineração ilegal, leis trabalhistas e legislações sobre plataformas digitais no Brasil.
Lula também participou de entregas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Salvador, incluindo obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da capital baiana. O projeto do VLT conta com R$ 1,1 bilhão em investimentos do governo federal.
O evento marcou o último ato de Rui Costa como ministro da Casa Civil. Ele deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado, sendo substituído pela secretária-executiva Miriam Belchior.
