Maduro será julgado pelos Estados Unidos, diz procuradora

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em uma operação militar conduzida por forças especiais dos Estados Unidos e agora enfrentarão julgamento em tribunais americanos. A procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, confirmou a ação neste sábado, destacando que o casal foi indiciado no Distrito Sul de Nova York.

Maduro responde por acusações graves, incluindo conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse desses armamentos contra os Estados Unidos. As investigações apontam para uma rede de décadas em que o líder venezuelano e assessores de alto escalão teriam fornecido proteção política e militar a grupos narcoterroristas, usando o tráfico de drogas como ferramenta estratégica contra os interesses americanos. Indiciamentos anteriores contra ele datam de 2020, e novas denúncias complementares estão sendo preparadas pelo Departamento de Justiça.

Bondi não detalhou publicamente as acusações específicas contra Cilia Flores, mas enfatizou que ambos enfrentarão “toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”. Em postagem no X, a procuradora-geral agradeceu ao presidente Donald Trump pela “coragem” em exigir responsabilização em nome do povo americano e às Forças Armadas pela “incredible e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”.

Trump confirmou a operação, descrevendo-a como de “velocidade impressionante”, realizada em Caracas com apoio da Força Delta, da CIA e da polícia americana. O casal está a bordo do navio USS Iwo Jima, rumando a Nova York, onde Maduro responderá a mandados de prisão pendentes. O governo dos EUA oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à detenção dele, valor atualizado em agosto de 2025.

Do lado venezuelano, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, rejeitou veementemente a incursão de tropas estrangeiras, classificando o ataque como “vil e covarde” e pedindo ajuda internacional. O governo local decretou emergência nacional, enquanto bombardeios americanos a barcos em águas do Caribe ocorreram nos últimos meses. A situação política na Venezuela permanece incerta, com a oposição monitorando uma possível transição de poder.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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