Mães de filhos desaparecidos enfrentam diariamente a dor e o silêncio, buscando manter viva a esperança de reencontrar seus entes queridos. Em 2025, o Brasil registrou 84.760 desaparecimentos, e essas mulheres exigem atenção e ação para que suas vozes sejam ouvidas.
No Dia das Mães, celebrado em 10 de maio, elas esperam por mais olhares e apoio, sonhando com o dia em que receberão um abraço de seus filhos desaparecidos. A luta dessas mães é marcada por visitas a delegacias e enfrentamento de preconceitos, como no caso de Clarice Cardoso, que busca seus filhos desaparecidos desde janeiro deste ano no Maranhão.
Clarice, que vive na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, enfrenta a indiferença e o racismo enquanto busca por Ágatha, Allan e Anderson. Ela conta com o apoio do filho mais velho, André, e continua a busca incansável por informações.
Ivanise Espiridião, outra mãe que procura pela filha Fabiana desde 1995, fundou o grupo ‘Mães da Sé’ para dar suporte a outras mães na mesma situação. O grupo utiliza tecnologia de reconhecimento facial para ajudar na localização de desaparecidos.
Lucineide Damasceno, que também integra o ‘Mães da Sé’, criou a ONG ‘Abrace’ para apoiar famílias de desaparecidos. Ela espera pelo retorno do filho Felipe, desaparecido desde 2008, e mantém a esperança viva com o apoio de sua família e comunidade.
Essas mães, além de enfrentarem a dor da ausência, trabalham para criar redes de apoio e conscientização, buscando sempre mais visibilidade e respeito para suas causas.
