A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou recentemente que a decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de autorizar a Petrobras a pesquisar petróleo na região conhecida como Margem Equatorial não foi influenciada por fatores políticos. A licença para perfurar poços no bloco FZA-M-59 foi concedida na última segunda-feira, permitindo que a Petrobras explore a área, localizada a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.
Segundo Marina Silva, a decisão foi rigorosamente técnica e envolveu mudanças significativas no projeto para garantir a proteção ambiental. Uma das principais melhorias foi a exigência de instalar uma base de socorro para animais contaminados com óleo perto do local de exploração, em vez de manter apenas uma base em Belém, a cerca de 800 quilômetros de distância. Agora, uma base adicional está prevista para ser instalada a menos de 200 quilômetros, o que facilitará o resgate de animais afetados.
A ministra reconheceu a contradição entre essa autorização e a necessidade de reduzir o uso de combustíveis fósseis à beira da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém. Ela destacou que a decisão de explorar mais petróleo não é tomada pelo Ibama, mas pelo Conselho Nacional de Política Energética. A redução do uso de combustíveis fósseis é crucial para combater o aquecimento global, e Marina Silva salientou a importância de planejar transições justas e sustentáveis para todas as partes envolvidas.
Além disso, Marina Silva enfatizou os esforços do Brasil na preparação para a COP30, apesar dos desafios geopolíticos e logísticos. Ela expressou a esperança de que a conferência possa mandar uma mensagem forte sobre a necessidade de ação climática imediata e cooperativa internacional. O seu sonho é que o Brasil possa liderar pelo exemplo na agenda climática, tanto na transição para energias renováveis quanto na proteção contra o desmatamento.
