A Maternidade do Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER) iniciou, em fevereiro, a aplicação do imunobiológico Nirsevimabe, que protege bebês prematuros contra infecções respiratórias graves. A unidade hospitalar, administrada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), já aplicou o imunobiológico em 28 crianças.
A enfermeira da Sala de Vacinas do HSGER, Simiramis Souza, afirma que, diferente dos imunizantes tradicionais, que estimulam o corpo a produzir anticorpos contra determinada doença, o Nirsevimabe é um anticorpo que protege imediatamente o bebê. “O anticorpo protege contra o vírus sincicial respiratório [VSR], principal causa de bronquiolite e pneumonia em bebês. O objetivo é prevenir a infecção respiratória grave do trato inferior, que é a maior causa de internação dos recém-nascidos”, comenta.
O imunobiológico é aplicado nos recém-nascidos prematuros na unidade hospitalar abaixo de 37 semanas de gestação. “Também é destinado aos bebês com cardiopatia, síndrome de down ou que já nasceram com problemas respiratórios”, aponta Simiramis.
Antes da alta hospitalar, todos os bebês que nascem na Maternidade do Hospital Edson Ramalho são imunizados com a vacina BCG, que protege contra casos graves de tuberculose, e com a vacina que combate o vírus da hepatite B.
Cuidado integral – O diretor hospitalar do HSGER, Ramonn Chaves, destaca o cuidado integral com a saúde dos bebês nascidos no hospital. “O nosso Ambulatório de Egressos da Maternidade acompanha os bebês até os 12 meses de idade, acompanhando e avaliando o desenvolvimento físico e neurológico deles. Nas consultas, a pediatra dá diversas orientações aos pais, a exemplo da nutrição e aplicação de vacinas na atenção básica”, indica.
O Hospital Edson Ramalho é certificado pelo Ministério da Saúde, na gestão da PB Saúde, com o selo Amigo da Criança e da Mulher, devido ao cumprimento dos 10 passos para o sucesso do aleitamento materno e da assistência humanizada à mulher no pré-parto, parto e pós-parto. A certificação é instituída conforme os critérios do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).
