O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) convocou, nesta terça-feira (24), 1.860 candidatos para vagas remanescentes da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). A convocação foi publicada no Diário Oficial da União.
As vagas ainda não preenchidas representam 21% do total das 8.573 vagas ofertadas no certame de 2024, incluindo tanto as vagas originalmente previstas em edital quanto aquelas autorizadas posteriormente.
Os cargos que exigem curso de formação na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e os de agências reguladoras, que têm cronogramas próprios, ficaram de fora da nova chamada.
As vagas remanescentes abrangem 131 cargos diferentes em diversos órgãos federais. Entre as atividades estão gestão pública, planejamento governamental, políticas agrárias, produção de dados e desenvolvimento científico e tecnológico.
Os cargos com os maiores volumes de vagas nesta rodada são analista técnico-administrativo, com 399 vagas; analista em reforma e desenvolvimento agrário, com 201 vagas; analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas, com 128 vagas; e tecnologista em informações geográficas e estatísticas, com 112 vagas.
Na área de ciência, tecnologia e inovação, destacam-se analista em ciência e tecnologia, com 101 vagas; tecnologista, com 64 vagas; e pesquisador-tecnologista em informações e avaliações educacionais, com 14 vagas. Já no eixo de políticas voltadas ao campo e segurança sanitária, destacam-se engenheiro agrônomo, com 59 vagas; agente de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal, com 56 vagas; agente de atividades agropecuárias, com 53 vagas; e auditor-fiscal federal agropecuário, com 53 vagas.
As políticas voltadas aos povos indígenas e à atuação na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) contam com especialista em indigenismo, com 141 vagas; e técnico em indigenismo, com 74 vagas.
Entre os órgãos com mais vagas remanescentes estão o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com 333 vagas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com 312 vagas, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) com 215 vagas, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com 211 vagas, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) com 200 vagas e a Advocacia-Geral da União (AGU) com 184 vagas.
O governo manteve a política de ações afirmativas nesta chamada de ocupação das vagas remanescentes, com 74% das vagas para ampla concorrência, 18% para pessoas negras, 7% para pessoas com deficiência e 2% para pessoas indígenas.
Em nota, o Ministério da Gestão informa que as políticas de inclusão e ações afirmativas adotadas nos concursos públicos federais promovem um serviço público mais inclusivo e diverso, garantindo oportunidades de ingresso para diferentes grupos da população e fortalecendo a representatividade no quadro de seus servidores.
A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado ofereceu 8.573 vagas, considerando tanto as vagas originalmente previstas quanto aquelas autorizadas posteriormente. O processo seletivo teve recorde histórico de mais de 2,1 milhões de inscritos confirmados, com um índice de abstenção de 54,12%. Em 18 de agosto de 2024, 970.037 pessoas compareceram para realizar as provas objetivas e dissertativas do certame.
A estratégia do ministério para a realização do CNU 1 permitiu a aplicação de provas simultâneas em 228 cidades brasileiras de todas as 27 unidades da federação. Ao todo, foram usados 3.665 locais de prova, somando mais de 75 mil salas de aplicação simultânea em todo o Brasil.
Entre 2023 e 2025, 16,5 mil pessoas ingressaram no serviço público federal por meio do CNU 2024 e de outros concursos públicos, segundo o Ministério da Gestão.
