Moraes decreta prisão preventiva de ex-diretor da PRF Silvinei Vasques

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou na tarde desta sexta-feira a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal durante o governo Jair Bolsonaro. Vasques, que cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em São José, Santa Catarina, rompeu o equipamento na madrugada de quinta-feira, por volta das 3h, quando o sinal de GPS parou de ser emitido, e fugiu para o Paraguai.

Agentes da Polícia Federal foram até a residência dele e constataram a ausência. Na manhã de hoje, a PF confirmou que Vasques foi detido pelas autoridades paraguaias no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, ao tentar embarcar para El Salvador com um passaporte falso paraguaio. A decisão de Moraes converte as medidas cautelares em prisão preventiva, justificando que a fuga, sem qualquer explicação, viola as restrições impostas e autoriza a medida, conforme jurisprudência do STF.

Vasques havia sido condenado a 24 anos e seis meses de prisão na ação penal do Núcleo 2 da trama golpista, que visava manter Bolsonaro no poder após as eleições. Segundo investigações da Procuradoria-Geral da República e da PF, ele ordenou blitzes em áreas de maior intenção de voto para a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, com o intuito de dificultar o acesso dos eleitores às urnas. Preso preventivamente em agosto de 2023, ele ficou detido por um ano até Moraes conceder liberdade provisória, com condições como tornozeleira e cancelamento de passaporte.

Com a ordem judicial, Vasques deve ser deportado do Paraguai nas próximas horas, recebido pela PF no Brasil e transferido para Brasília, onde passará a cumprir a prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal. A decisão reforça o entendimento de que a violação das cautelares configura risco à aplicação da lei penal.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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