Um dos principais intelectuais contemporâneos, o filósofo e sociólogo francês Edgar Morin morreu nesta sexta-feira (29), aos 104 anos de idade.
O falecimento foi confirmado em nota pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, instituição internacional com sede no México que difunde o conhecimento do pesquisador. O Centro de Estudos e Pesquisas Edgar Morin, em São Paulo, também lamentou a morte do pensador.
Ele era autor de mais de 30 livros. Entre as obras, destacam-se ‘Os sete saberes necessários à educação do futuro’, ‘A cabeça bem feita’ e ‘O método’.
Segundo a entidade, o cientista social, considerado um ícone humanista, foi responsável por uma obra que transformou a compreensão do conhecimento, da educação e da condição humana.
De acordo com a nota da Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, o pensamento dele buscou ‘compreender a incerteza, reconectar o conhecimento e abraçar a complexidade da condição humana’.
Morin defendia que os grandes desafios do mundo não poderiam ser abordados por uma única área do conhecimento, mas pelo diálogo entre contextos, experiências e formas de compreender a realidade.
Seu conceito de pensamento complexo permitiu o reconhecimento da relação inseparável entre o indivíduo, a sociedade, a espécie, a natureza, a história e a cultura, afirmou a nota.
Ainda de acordo com a entidade, Morin ensinou que viver envolve aprender a lidar com a incerteza, compreender as contradições e reconhecer que a realidade é tecida a partir de múltiplas dimensões.
Na página da instituição, uma frase do pensador está em destaque: ‘enquanto eu estiver possuído pelas forças da vida, o espectro da morte se afasta.’
